quarta-feira, 25 de março de 2009

Mudança Social

Durante a maior parte da história humana – aproximadamente 40.000 anos – mudar era um processo lento. Nossos ancestrais permaneceram caçadores e colhedores, durante milênios. Depois com o desenvolvimento da agricultura, a mudança tornou-se mais comum, mas foi ainda lenta. Agora, durante os últimos trezentos anos, a mudança é constante e incessante. Não pode ser evitada; há poucos lugares para se esconder ou encontrar a “vida mais simples”. Cada geração deve agora viver em um mundo muito diferente do que o anteriores cada vez mais as pessoas mudam de empregos e especialidades durante sua vida. Não podemos mais atingir nossos objetivos com o que aprendemos antes. Tais mudanças rápidas nos obrigam todos a ser diferentes de nossos ancestrais, que puderam desfrutar de uma única forma de viver durante toda a sua existência. Devemos agora nos adaptar a uma nova crença, que foi lançada por nossa cultura e modos de organização.


  1. O ritmo da mudança social vem se acelerando dramaticamente no último século. A mudança pode ser cumulativa, mas a história das sociedades humanas revela repentinas inversões. Esse foi, particularmente, o caso na era agrária.

  1. A mudança pode ser originar de causas culturais, particularmente de: a) inovações tecnológicas; b) novas crenças ou expectativas; e c) difusão de sistemas de símbolos. Tais mudanças culturais estão intimamente ligadas às mudanças nas estruturas, servindo para iniciar as mudanças na estrutura ou, no mínimo, acelerando as mudanças já iniciadas.

  1. As estruturas sociais revelam diversas fontes importantes de mudança, incluindo: a) a desigualdade e o conflito sobre os recursos; b) subculturas que buscam superar desvantagens; e c) instituições que revelam processos que geram suas próprias transformações.

  1. Processos demográficos são também um impulso para a mudança, especialmente transformações no tamanho de uma população, nos padrões de movimento populacional e em sua estrutura etária.

  1. O estudo da mudança está no centro da análise sociológica, desde o início da disciplina até o presente. Teorias e análises foram propostas para explicar a mudança, incluindo: a) teorias cíclicas que enfatizam o movimento de sociedades entre os pólos opostos; b) análise dialética, que demonstram a dinâmica das mudanças inerentes às desigualdades; c) análises funcionalistas, que enfatizam a evolução das formas societárias simples para as mais complexas como um evolucionista, para qual a desigualdade é a força motriz da evolução e mudança social; e e) críticas, quer “pós-industrial” quer “pós-moderna”, sobre as influências da tecnologia e sistemas de informação de ponta, na transformação da sociedade.

terça-feira, 24 de março de 2009

Sociologia 2º Ano - A população brasileira:diversidade nacional e regional.


Leitura e análise de texto:


Paratodos - de Chico Buarque

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro

Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas

Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro

Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho

Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto

Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro


Nesta composição Chico faz uma bela analogia entre sua vida, seus ancestrais e vários artistas brasileiros. Proclama sua admiração pela MPB e cita nomes de grandes personalidades do cenário musical:
1- Ari Barroso
2- Bituca (Milton Nascimento)
3- Caetano Veloso
4- Cartola
5- Clara Nunes
6- Dorival Caymmi
7- Edu Lobo
8- Erasmo Carlos
9- Gal Costa
10- Gilberto Gil
11- Hermeto Pascoal
12- Jackson do Pandeiro
13- João Gilberto
14- Jorge Ben
15- Luiz Gonzaga
16- Maria Bethânia
17- Nara Leão
18- Nelson Cavaquinho
19- Noel Rosas
20- Orestes Barbosa
21- Pixinguinha
22- Rita Lee
23- Roberto Carlos
24- Tom Jobin
25- Vinicius de Moraes


Análise a diversidade na música, a diversidade que pode existir dentro de cada um de nós.
Reflita, análise, mas principalmente olhe com um olhar de estranhamento...


Desordem, desvio e divergência

A organização dos homens não é como uma colméia bem-ordenada. A superpopulação, a multidão, a desigualdade, a injustiça, a discriminação, a intolerância e outras forças separatista geram desordem, estimulam o desvio e conduzem as pessoas à revolta. É difícil abrir um jornal hoje em dia sem ver que alguém foi assassinado ou assaltado, algum grupo que está indignado e protestando, alguém que está abertamente se desviando das convenções, ou alguns grupos que se mantêm em conflito declarado ou desafiando a lei. Enquanto podemos censurar esses fatos, ou até mesmo ter medo deles, devemos reconhecer que eles são inevitáveis em uma sociedade grande e urbana, que revela desigualdades, claros padrões de discriminação e notórias injustiças. Sob essas condições, as pessoas ficam indignadas, fazem greve, encontram abrigo no desvio, eles se organizam para protestar, atacam e desrespeitam as convenções, e de diversas maneiras tornam a vida mais caótica e desordenada.


  1. A sociedade está sempre em uma situação incômoda, entre as causas que promovem a ordem e aquelas que causam o desvio, o conflito e a desordem.

  1. Um número de forças inter-relacionadas inevitavelmente pressionam a desordem: a) aumentos no tamanho populacional; b) aumento de diferenciação social; e c) aumento de desigualdade.

  1. No nível de todo social, o controle social é promovido por: a) uma regulamentação governamental; e b) trocas de mercado.

  1. No nível das pequenas organizações sociais, o controle social é promovido pela: a) socialização da personalidade; b) sanção mútua; c) rituais; e d) separação de papéis.

  1. Cada uma das perspectivas teóricas importantes oferece uma análise sobre as causas do desvio. As teorias funcionalistas enfatizam a tensão estrutural entre os objetivos culturais e a distribuição dos meios. As teorias do conflito argumentam que as leis e os procedimentos da sanção ajudam os mais abastados e trabalham contra o pobre. As teorias interacionistas enfatizam os rótulos dados às pessoas e o processo de socialização. E as teorias utilitaristas enfatizam os cálculos de custos, investimentos, envolvimentos e crenças na origem do desvio ou conformidade.

6. A divergência é o processo de protestar contra certos aspectos de uma sociedade. Tal divergência ou dissidência é gerada por desigualdades, que servem como uma pré-condição básica; e então, a dissidência é intensificada quando as pessoas compartilham queixas, formam redes, comunicam, constituem líderes, articulam crenças e sentem relativa privação. Com essas condições prévias e sua intensificação, um número de teorias tem sido oferecido para explicar as explosões coletivas e comportamento de multidão: a) teoria do contágio, que enfatiza a interação face a face dos indivíduos; b) a teoria da convergência, que enfatiza a preparação prévia de indivíduos para atuar dentro de situações de multidões;. C) teoria da norma emergente, que enfatizam que através da interação as pessoas criam normas e situações de multidão, que então orientam seu comportamento. O comportamento de multidão é iniciado com incidentes catalisadores que galvanizam crenças generalizadas, expressando suas indignações. Para tornar-se um movimento social efetivo, a multidão deve dispor de recursos para sustentar suas atividades de protesto.


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