quinta-feira, 11 de novembro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Olhar sobre os EUA - O Grande Zero
Em artigo, prêmio Nobel de Economia analisa o que chama de década perdida
Mas, de um ponto de vista econômico, sugiro que chamemos a década passada de Grande Zero. Foi uma década em que nada de bom aconteceu, e nenhuma das coisas otimistas em que deveríamos acreditar se tornaram verdade.
Foi uma década com criação zero de empregos, basicamente. OK, os números dos empregos de dezembro de 2009 serão um pouco maiores do que os de dezembro de 1999, mas só um pouco. E o emprego no setor privado na realidade caiu – é a primeira década em que isso fica registrado.
Foi uma década com ganho econômico zero para a família média. Na verdade, mesmo no ápice do dito “Bush boom”, em 2007, a renda da família média ajustada pela inflação foi menor do que tinha sido em 1999. E você sabe o que aconteceu depois.
Foi uma década de ganho zero para proprietários de imóveis, mesmo se eles compraram cedo: neste momento, os preços das casas, ajustados pela inflação, praticamente voltaram para o patamar em que estavam no início da década. E para aqueles que compraram no meio da década – quando todas as pessoas sérias ridicularizaram os alertas de que os preços dos imóveis não faziam sentido, de que estávamos no meio de uma bolha gigante – bem, eu sinto a sua dor. Quase um quarto de todas as hipotecas nos Estados Unidos, e 45% das hipotecas na Flórida, estão submersas, com os donos devendo mais do que suas casas estão valendo.
Por último e menos importante para a maioria dos americanos – mas uma grande coisa para os fundos de pensão e para os comentaristas da TV – foi a década do ganho zero em ações, mesmo sem levar em conta a inflação. Lembre a excitação quando a Dow Jones atingiu pela primeira vez os 10 mil pontos, e best-sellers como “Dow 36,000” preveram que os bons tempos iriam simplesmente continuar? Bem, isso foi lá em 1999. Na última semana o mercado fechou em 10.520 pontos.
Há um monte de nada quando se fala em progresso econômico ou sucesso. O engraçado é como isso aconteceu.
Quando a década começou, havia um sentimento exagerado de triunfo nos meios políticos e nos negócios dos EUA, uma crença de que nós – mais do que qualquer um no mundo – sabíamos o que estava acontecendo.
Deixe-me mostrar um trecho de uma fala de Lawrence Summers, então secretário-assistente do Tesouro (e agora o principal economista da administração Obama), em 1999:
– Se você me perguntar por que o sistema financeiro americano dá certo, pelo menos na minha visão da história, seria o fato de que não há inovação mais importante do que aquelas dos princípios de contabilidade universalmente aceitos: significa que todo investidor pode ver as informações apresentadas em uma base comparativa; que há disciplina na administração das companhias a respeito da forma como elas comunicam e monitoram suas atividades.
E ele acabou por declarar que “há um processo em andamento que é o que realmente faz o nosso mercado de capitais funcionar, e funcionar com estabilidade, como funciona”.
Aqui está no que Summers – e, para ser justo, quase todos em uma posição política naquele momento – acreditava em 1999: os Estados Unidos têm contabilidade corporativa honesta; isso permite que os investidores tomem boas decisões, e também força as direções a andarem na linha; e o resultado é um sistema financeiro estável, que funciona bem.
Qual percentual de tudo isso veio a ser verdade? Zero.
O que foi realmente impressionante sobre a década passada, entretanto, foi a nossa má vontade, como país, para aprender com nossos erros.
Mesmo quando a bolha da internet esvaziou, banqueiros e investidores ingênuos começaram a inflar uma nova bolha, nos imóveis. Mesmo depois de descobrir que empresas conhecidas e admiradas como a Enron e WorldCom haviam se tornado corporações Potemkin, com fachadas construídas por uma contabilidade criativa, analistas e investidores acreditaram nos alertas dos bancos sobre sua própria força financeira e entraram em uma onda de investimentos que eles não entendiam. Mesmo depois de iniciar um colapso econômico mundial, e tendo de ser ajudados pelo dinheiro dos contribuintes, os banqueiros não perderam tempo para voltar à cultura de bônus gigantes e alavancagem excessiva.
E há os políticos. Mesmo agora, é difícil fazer os democratas, incluindo o presidente Barack Obama, criticarem de forma veemente as práticas que nos colocaram na confusão em que estamos. E, para os republicanos: agora que as políticas deles de corte de impostos e desregulação nos levaram a um atoleiro econômico, sua receita para a recuperação é... corte de impostos e desregulação.
Então, vamos dar um sonoro adeus para o Grande Zero – a década em que conquistamos nada e aprendemos nada. A próxima década vai ser melhor? Fique ligado. Ah, e feliz Ano-Novo.
* Tradução: Pedro Moreira
Fonte: Joranl Zero Hora
terça-feira, 12 de maio de 2009
Os métodos ou estratégias de pesquisa
Observação participante - os grupos de pesquisa serão orientados sobre como observar fenômenos sociais e cada aluno, individualmente, manterá um caderno de anotações, o seu diário de campo, para inscreverem ali suas observações, dados e reflexões sobre a temática estudada;
Entrevistas qualitativas (abertas, semi-abertas ou fechadas);
Pesquisa bibliográfica;
Pesquisa documental;
História oral e história de vida;
“Expedições” para pesquisa de campo (observação participante e aplicação de entrevistas), se possível, e sempre com a orientação e acompanhamento do professor, visando o contato direto dos alunos com os fenômenos sociais estudados;
Utilização de técnicas de vídeo e fotografia na pesquisa social.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Império do medo, por Aloyzio Achutti*
O susto, a surpresa, a insegurança e o medo atrapalham qualquer um, dificultando as reações de defesa e a tomada de decisões racionais e as mais adequadas. Quando incidem sobre uma multidão, ou atingem a população, seus efeitos se potencializam e podem assumir proporções catastróficas.
A julgar pelas manchetes, parece que se está vivendo no império do medo: gripe suína, febre amarela, dengue, crise financeira, quebra da bolsa, sequestro da poupança, desemprego, despejos, falência das instituições, chantagem, propaganda enganosa, cascata de corrupção, difamação, ruína da família, descrédito na Justiça, deportações, atentados, terrorismo, pânico, homens-bomba, sequestro relâmpago, rapto, estupro, assaltos, invasões, arrastão, assassinatos, bala perdida, genocídio, guerra, armas de destruição em massa, bomba atômica, aquecimento global, poluição ambiental, espécies em extinção, agrotóxicos, inundações, seca, raios, tornados, ciclones, queda de meteorito, desmatamento, desertificação, contaminação dos mananciais, racionamento de energia e de água, fome, obesidade, câncer, infarto do miocárdio, aids, tuberculose, hepatite, Alzheimer, loucura, morte súbita, acidentes de trânsito, tráfico de drogas, e outras tantas barbaridades...
Tem para todos os gostos e sensibilidades, e contemplando globalmente é um terror.
O medo deveria ser um mecanismo de proteção, mas exagerado estraga com a vida e pode provocar respostas piores do que o mal que o gerou. Terá valido a pena todo o aparato contra o terrorismo internacional?
Se não for o império, é ao menos a cultura do medo que se observa. É possível que o volume de informação circulante e o nível progressivo de estímulo a todos os sentidos tenham propiciado este fenômeno.
Existe uma tese que tenta explicar a necessidade crescente de se expor a situações de risco (que causam medo e liberam “adrenalina”) como uma reação inconsciente contra a depressão difusamente presente em todo a sociedade, consequente ao aumento populacional e às frustrações pelo homem mesmo fabricadas. Nossos mecanismos de reação ao perigo (que causa medo) se acompanham de concentração da atenção e certa euforia e disponibilidade transitória de mais força para facilitar a superação. Estes mecanismos fisiológicos podem ser comparados ao efeito da nicotina e o de outras drogas sobre o organismo. Isto tem a ver não somente com a disseminação do uso de substâncias psicoativas como também com a busca de situações apavorantes reais ou imaginárias. Até a prevalência maior de hipertensão em populações urbanas poderia ter aí uma de suas explicações.
Certamente, há também os que se aproveitam da situação para tirar ganhos econômicos, exercício de dominação/dependência, discriminação e xenofobia. A cultura do medo oportuniza manipulação social e gera progressiva insensibilidade, que pode desmoralizar os sinais de alarme e retardar a resposta quando ela realmente se fizer necessária.
Pode-se ter esperança em ganhos secundários: alguns simples como hábitos de higiene e de civilidade (lavar as mãos e evitar o contágio pela tosse e pelo espirro sem proteção). Quem sabe, também, se ficar evidente que quase tudo que causa medo não acontece por acaso ou por obra de demônios, mas sim do próprio homem, invista-se mais em educação e na cultura da racionalidade e do diálogo, já que violência somente leva à destruição e à infelicidade.
Fonte: Jornal Zero Hora, 08 de maio de 2009 - N° 15963
quinta-feira, 26 de março de 2009
Prática sociológica - Olhar para o mundo social tem caráter científico e artístico
Operários (detalhe), óleo de Tarsila do Amaral.Por Celina Fernandes Gonçalves Bruniera
Um aprendizado importante é a própria concepção de ciência. Muitos cientistas sociais não estão atrás de fórmulas e regras gerais capazes de dar conta de diferentes contextos, em diferentes épocas. Isso os distingue da perspectiva de elaborar um saber generalizável e de previsão, que pode ser aplicado a vários casos, como ocorre nas ciências exatas e naturais.
Nas ciências sociais, explicações formuladas com base em configurações sociais particulares não são generalizáveis, mas servem de reflexão para quem busca compreender relações sociais que se dão em outros mundos e criadas, vivenciadas e re-significadas por outros sujeitos.
Distinção entre ciência e arte
Num ensaio marcante, cuja primeira publicação data de 1962, na "Pacific Sociological Review", Robert Nisbet busca aproximar o fazer sociológico e o fazer científico da criação artística. Nisbet fala do que os processos de descoberta e criatividade que marcam esses mundos têm mais em comum: a mesma forma de consciência criativa.
Na Renascença, diz Nisbet, não era possível imaginar uma distinção radical entre a ciência e a arte. A concepção de que o artista e o cientista compõem suas obras de maneiras diferentes e mesmo antagônicas entre si vai surgir no século 19, com os processos de divisão do trabalho inaugurados pela Revolução Industrial.
A visão do século 19
No final desse século já contávamos com a idéia de que a arte tem a inspiração como impulso dos processos criativos, um trabalho de gênio. A ciência, nessa mesma época, colocava o método acima de tudo, era absorvida pela sociedade industrial, pela tecnologia e seus desígnios. As "artes mecânicas" tornaram-se o modelo de concepção de tudo o que era científico.
Essa perspectiva foi marcando o que era crucial para fazer ciência: distanciar-se da intuição livre, da criação e da imaginação para aderir aos procedimentos (métodos e técnicas). A ciência norte-americana foi mais fiel a esse quesito que a da Europa, onde a tradição humanística era mais forte.
A separação entre arte e ciência, no século 19, traz como conseqüência a idéia de que a primeira se preocupa com a realidade e que, para a segunda, o fundamental é exercitar os sentidos. Antes de pensar no quanto isso determina o mundo da ciência, vamos nos voltar para a concepção do fazer artístico embutida nessa idéia. O saber artístico da época era mediado pelo que o artista romântico enfatizava, a distância entre ele e a sociedade.
O fazer artístico
É preciso contextualizar esse fazer artístico do século 19 como uma arte que busca o refúgio nas "fugas solitárias", num mundo em que o propósito social perdia o sentido. Entender a arte, assim, significa deixar de considerar que o fazer artístico também revela o desejo do artista de interpretar e comunicar (tornar comum) sua compreensão da realidade, do(s) mundo(s) em que ele vive.
Nesse sentido, a arte não é reconhecida como "um modo de conhecimento paralelo a outros modos" e despreza-se que a criação artística revele muitas das "sombras que anunciam os eventos que estão surgindo".
A ciência se preocupa com questões que têm raízes na observação empírica e na reflexão. Embora o cientista procure a redução das "tensões das incertezas", revelar o desconhecido não significa que seu trabalho esteja simplesmente voltado a resolver problemas.
A abordagem de Nisbet
Quando o pensamento teórico é suprimido do fazer científico, quando métodos intelectuais são substituídos por técnicas de tabulação, o papel criativo da ciência é reduzido a formular hipóteses verificáveis por meios técnicos e de onde se obtêm generalizações superficiais, que guardam poucas diferenças da "reflexão prática de senso-comum".
Essa abordagem formulada por Nisbet questiona os trabalhos sociológicos que buscam explicar as relações sociais por meio de procedimentos meramente estatísticos. Ela faz, também, uma reflexão acerca de como construímos o objeto de estudo, o objeto de investigação. E isso é relevante para um aluno do ensino médio que está sendo apresentado a um universo conceitual e metodológico de um campo particular.
A visão de Nisbet nos ensina a buscar na teoria a inspiração para a elaboração desse objeto. Não é mera citação ou aplicação de um enfoque concebido por um autor específico para dar conta de uma configuração social particular.
*Celina Fernandes Gonçalves Bruniera é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/sociologia/ult4264u1.jhtm
Sociologia 1º Ano - A Sociedade está no olhar do observador
A perspectiva sociológica é primeiramente uma perspectiva.
É um "modo de olhar para as coisas", que podemos ver de modo diferente no dia-a-dia ou numa vida não sociológica.
A perspectiva sociológica depende do ponto de vista do sociólogo, do estudante de sociologia, ou de quem quer que esteja a ver (observar) a sociedade.
Maggie Thatcher tinha uma perspectiva muito atomista, exatamente o oposto de uma perspectiva sociológica, quando disse, "A sociedade não existe, apenas os indivíduos existem" .
De modo a ver e compreender a sociedade, o observador deve saber aquilo que procura.
Para além desta perspectiva sociológica, que contrasta com uma perspectiva atomista, em sociologia existem três tipos muito diferentes de perspectivas clássicas, a perspectiva de conflito, a perspectiva funcionalista e a perspectiva simbólica interacionista.
terça-feira, 10 de março de 2009
A importância do estudo da sociologia
Por Celina Fernandes Gonçalves Bruniera*
Em que medida a sociologia pode contribuir para a sua formação pessoal? Muitos diriam que essa ciência social, num currículo de ensino médio, tem a função de formar o "cidadão crítico". Mas essa justificativa - até porque a idéia de formar o cidadão crítico anda meio banalizada -, não é suficiente.
Pensar sobre esse tema significa uma oportunidade ímpar para se aproximar da sociologia como campo de saber e compreender algo de suas preocupações.
Vale a pena inserir nesse contexto o papel mais fundamental que o pensamento sociológico realiza na formação do jovem: a desnaturalização das concepções ou explicações dos fenômenos sociais.
Razões objetivas e humanas
Desnaturalizar os fenômenos sociais significa não perder de vista a sua historicidade. É considerar que eles nem sempre foram assim. É perceber que certas mudanças ou descontinuidades históricas são fruto de decisões. Estas revelam interesses e, portanto, são fruto de razões objetivas e humanas.
A desnaturalização dos fenômenos sociais também depende de nos distanciarmos daquilo que nos rodeia e de que participamos, para focalizar as relações sociais sem estarmos envolvidos. Significa considerar que os fenômenos sociais não são imediatamente conhecidos.
Reconhecendo as causas
Para explicar um fenômeno social é preciso procurar as causas que estão além do sujeito, isto é, buscar as causas externas a ele, mas que têm implicações decisivas sobre ele.
Essas causas devem apresentar certa regularidade, periodicidade e um papel específico em relação ao todo social.
Aprender a observar
Uma aproximação em relação à sociologia, mesmo no ensino médio, exige que o aluno aprenda procedimentos mais rigorosos de observação das relações sociais. E, ainda, que saiba, pelo menos em alguma medida, como o conhecimento é elaborado nas ciências sociais.
Para compreender e formular explicações para os fenômenos sociais é preciso ter conhecimento da linguagem por meio da qual esse conhecimento é criado e comunicado.
Para trabalhar um tema
Os fenômenos sociais são conhecidos por meio de modelos compreensivos, ou explicativos, e mediante a contextualização desses modelos, com destaque para a época em que eles foram elaborados e para os autores com os quais um determinado autor dialoga.
Assim, trabalhar um tema (como violência, mundo do trabalho etc.) só é possível por meio de conceitos e teorias. É importante, também, que você conheça a articulação entre os conceitos e as teorias e saiba observar sua relevância para compreender ou explicar casos concretos (temas).
Vale lembrar também que os conceitos têm uma história e que não são palavras mágicas que explicam tudo, mas elementos do discurso científico que sintetiza as ações sociais para tentar explicá-las. E, ainda, é bom ter em mente que um conceito admite vários sentidos, dependendo do autor e da época em que ele é elaborado.
Teorias servem de base
Da mesma forma, é preciso compreender as teorias no contexto de seu aparecimento e posterior desenvolvimento. Isso é necessário tanto do ponto de vista de como essas teorias foram sendo assimiladas e desenvolvidas por outros autores, como em relação ao caráter das críticas feitas a elas.
Conhecer conceitos e teorias com o rigor necessário a um aluno do ensino médio consiste na única maneira possível de se distanciar e se aproximar dos fenômenos sociais e, assim, construir os fundamentos para a formação crítica.
*Celina Fernandes Gonçalves Bruniera é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Olhar Sociológico
O treino do olhar é o primeiro passo na construção de um olhar sociológico para a realidade, e este se faz com base no estranhamento do cotidiano. Estamos acostumados a encarar tudo como natural, como se o mundo e as coisas que nos cercam são "naturais" e sempre foram assim. Para desenvolver um olhar sociológico é preciso quebrar tal forma de encarar a realidade.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Filme: Idiocracy
Vale a pena assistir esse filme...Estamos a caminho..., um futuro não muito distante.
(Idiocracy, 2006) A ideia de Idiocracy é que as pessoas inteligentes morrem mais cedo e sem filhos e os idiotas vivem mais e tem mais filhos. O resultado disso é que gradualmente a raça humana está ficando mais idiota.
No filme um cidadão mediano e uma prostituta são enviados para 500 anos no futuro. Lá encontram uma sociedade imbecilizada e marcada pelo consumismo e vulgaridade, com graves problemas com a água e com o lixo.
Nessa distopia o presidente dos Estados Unidos é Dwayne Elizondo Mountain Dew Herbert Camacho, ator pornô e campeão de luta livre. Todo o suprimento de água foi substituído por Brawndo, uma bebida energética rica em eletrólitos, inclusive na agricultura. Sexo é usado pela publicidade para vender qualquer produto.
Panorama de um planeta com problemas com lixo e com graves carências de engenharia.
O ponto forte do filme são os cenários e marcas do futuro, a maioria variações de marcas já existentes. Há marcas e propagandas em todos os lugares, inclusive dentro do senado.
No futuro os jornais se fundem com revistas pornográficas.
O entretenimento do futuro é assustador e realmente parece ser uma continuação dos dias de hoje. O programa de televisão favorito do público se chama “Oh! My Balls!” onde o protagonista é acertado no saco repetidas vezes. O filme campeão de bilheteria se chama “Ass” que é simplesmente 90 minutos de uma bunda flatulenta. Críticas ao detestável e popular humor-de-banheiro.
Na televisão do futuro você fica sentado numa poltrona-privada sem precisar se levantar para absolutamente nada.
Outra coisa muito engraçada são as máquinas e interfaces do futuro, elas são totalmente anti-burro e pró-burro, só é possível usar as configurações padrão e nada mais.
Máquina para atendimento hospitalar
O problema do filme é que apesar de várias ideias boas e engraçadas, o roteiro é fraquinho. É impossível resistir a tentação de comparar este com o outro filme do mesmo diretor, Mike Judge, o cultuado clássico Office Space (que todos devem assistir).
Presidente Camaro passeando no veículo oficial do presidente.
http://eupodiatamatando.com/tag/ja-vi-esse-filme/
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Ponto de Vista (Vantage Point)

Sinopse: Em Ponto de Vista da Columbia Pictures, Thomas Barnes (Dennis Quaid) e KentTaylor (Matthew Fox), são dois agentes do Serviço Secreto designados para proteger o Presidente Ashton (William Hurt) em uma conferência primordial sobre a guerra mundial contra o terror. Quando o Presidente Ashton é baleado logo após sua chegada, o caos se instala e vidas completamente diferentes colidem. Na multidão está Howard Lewis (Forest Whitaker) um turista americano que está filmando o evento para mostrar para seus filhos quando voltar para casa. Lá também está Rex (Sigourney Weaver) uma produtora de notícias da TV americana que está transmitindo a conferência. É somente quando começamos ver a perspectiva de cada pessoa sobre os mesmos 15 minutos antes e imediatamente depois do tiro que a verdade aterrorizante por trás dessa tentativa de assassinato é revelada.
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=mGN9b5JUcpU
