sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Para a 1ª Série e 2ª Série do Ensino Médio Camilo
Assistam ao vídeo e reflitam sobre o mesmo.
Atividade será realizada em aula.
sábado, 24 de abril de 2010
Confira o artigo e um vídeo produzido pelo Mundo Jovem sobre o Analfabeto político
A reação normal de quem tem essa visão negativa da política é ficar fora dela. No máximo comparecer para votar, uma vez que o voto é obrigatório. Apertou o botão da urna eletrônica, tchau! Sair voando sem saber até o nome do candidato em quem votou.
Esta atitude é a que mais interessa aos malandros da política, pois o desinteresse leva à ignorância política e esta é um prato feito para quem deseja praticar falcatruas com o mandato popular.
Nestas alturas, sei que o jovem leitor está me questionando: “OK. Você diz que eu devo me interessar pela política. Mas o que eu perco não tendo o menor interesse por ela?”. Boa pergunta, que merece uma resposta por partes: quem são os políticos; o que fazem; como os safados prejudicam os cidadãos; como se pode evitar isso.
Quem são os políticos?
Suspenda agora a leitura do texto e veja se consegue identificar uma única atividade da sua vida inteiramente fora do âmbito da política.
Não me venha com o argumento de que o Estado não interfere na sua fé religiosa, nas suas leituras, no seu pensamento. Interfere e muito. O Estado tem uma delegacia para fiscalizar os cultos religiosos, e outra para manter a ordem política e social - esses órgãos acompanham a atividade de padres, freiras, pastores, pais e mães de santo, militantes de pastorais etc. E abrem processos contra aqueles cuja pregação afeta a ordem estabelecida. Além disso, o Estado censura livros; peças de teatro; filmes. E fixa, através de suas políticas econômicas, o preço desses produtos. Quantas vezes você quis ler um livro, assistir a uma peça teatral e não pôde por causa do preço?
Finalmente, não é exato que você tenha uma liberdade absoluta de pensar. Você pensa com a informação que chega ao seu cérebro. Ora, é o Estado que controla - às vezes abertamente, às vezes indiretamente - toda a informação que chega até você.
Estar junto para entender
Daí a necessidade de interessar-se pela política, de aprender o suficiente para entender como ela funciona e de tomar parte efetiva na escolha dos governantes.
Não é fácil atender a essa necessidade. A política é uma atividade bem complicada e quem participa dela sem o conhecimento adequado corre sério risco de ser enganado. Por isso o primeiro passo para participar consiste em entender seu funcionamento.
Ninguém consegue entender de política sozinho. Não adianta ler jornais e acompanhar os noticiários e comentários da rádio ou televisão. São todos enviezados. O jeito é formar um grupo para ampliar as fontes de informação e para dispor de opiniões diversas a respeito do significado das informações recebidas.
O grupo não irá muito além das pernas se não se dedicar à leitura de livros teóricos que explicam o funcionamento da sociedade e, portanto, dos partidos políticos. É através da leitura desses livros que você aprenderá a distinguir os políticos fisiológicos (que buscam apenas satisfazer seus apetites por dinheiro, prestígio ou poder) e os políticos ideológicos (os que fazem política por convicção). Conhecendo as ideologias, você pode optar pela que mais se aproxima dos valores que considera importantes. Isso lhe fornecerá um critério para participar inteligentemente do processo político.
(Bertolt Brecht)
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo
que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política,
nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Que sentimentos este texto do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht desperta em nós?
1 - O que você pensa dos políticos e por que pensa assim?
2 - Você conhece políticos que podem ser exemplos positivos?
3 - De que forma, entre nós, podemos estudar e debater sobre política?
Fonte: Jornal Mundo Jovem
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Violência: uma questão de educação, por Christian Nedel*

Atualmente, no nosso país, a legislação que disciplina os direitos, deveres, obrigações e responsabilidades de crianças e adolescentes é a Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990, conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que revogou expressamente o antigo Código de Menores de 1979 (Lei 6.697/79) e que representa um marco divisório extraordinário no tratamento da questão da infância e da juventude no Brasil. Adotou-se em nosso país a Doutrina da Proteção Integral, de caráter garantista e humanista, em contraposição aos vetustos primados da arcaica Doutrina da Situação Irregular, que vigorava no período anterior. Operou-se uma mudança de referenciais e paradigmas de ação, com reflexos diretos em todas as áreas, especialmente no plano do trato da questão infracional.
Porém, embora tenhamos, no “papel”, a consagração da Doutrina da Proteção Integral, a realidade tem demonstrado a ausência de políticas públicas de base e estruturais, efetivas e eficazes, que respaldem a infância e a juventude e que visem ao fortalecimento da instituição familiar, considerada a primeira esfera de controle social informal. Já dizia Rui Barbosa que “a família é a célula da pátria”. Mas a realidade, em algumas situações, tem demonstrado o contrário.
O fenômeno da delinquência juvenil, inevitavelmente, passa pela desestrutura familiar, acabando por desaguar, muitas vezes, na escola e no terreno específico da segurança pública (prática de crimes e atos infracionais a serem apurados pelas Delegacias de Polícia).
Importante referir, por derradeiro, que a segurança pública, nos próprios termos do artigo 144 da Carta Magna de 1988, não é só dever do Estado, como também direito e responsabilidade de todos, a começar pelas instâncias informais de controle social (família, escola, comunidade, associação de bairro, mídia, igreja, clube etc.), passando pelas instâncias formais de controle social (lei penal, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Conselho Tutelar, Ministério Público, Poder Judiciário, Sistema Penitenciário e Socioeducativo etc.).
Necessário, pois, o engajamento e articulação de todos estes segmentos, visando a prevenir a violência e a criminalidade que envolvem nossos jovens. Sem dúvida, é melhor prevenir do que remediar, e a família tem papel importantíssimo dentro desse contexto, educando, orientando e dando limites às suas crianças e aos adolescentes, para que estes se tornem adultos conscientes, respeitadores de direitos, deveres, obrigações e responsabilidades.
Fonte: Jornal Zero Hora
imagem em: cfpagueda.blogspot.com/
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Espaços Sociais Como Experiências Libertadoras
PARA SABER MAIS
Jéferson Dantas é um dos autores
do SER - Sistema de Ensino Reflexivo,
pela Editora Sophos.
Clique AQUI
para conhecer mais sobre o livro
Dialogando com a História
Fonte: O dia D - Reflexões filosóficas
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
"A massa discute a manipulação da mídia?" - para 2ª série do Ensino Médio
CENAS EXTRAS: http://www.youtube.com/watc... http://www.posturadigital.c...
Fonte: Postado pelo amigo Victor Simões no Blog Suciologicus.
Especialmente para os alunos da 2ª série do Ensino Médio do Camilo.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Quando o consumo passa a consumismo
Que motivos seriam esses e como eles influenciariam no modo de agir dos consumidores?
- cada experiência de consumo, é única;
- as causas e efeitos não podem ser isolados;
- a relação pesquisador/consumidor pode influenciar no resultado da pesquisa;
- as descobertas não são válidas para populações maiores.
1 A fonte do artigo e informações do autor devem ser mantidas. Reprodução apenas na Internet.
Imagem em: brunapinho.wordpress.com/.../
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Maitê Proença: uma vergonha!
O vídeo que está a revoltar Portugal, não só através da cadeia de mails, mas em todas as TVs.
Todo o vídeo é uma ofensa a Portugal e aos portugueses. Começa por ir a Sintra para mostrar uma porta de uma casa aparentemente comum com o 3 virado para a direita e, sem perceber o significado esotérico, zoa com os portugueses, pois diz que aquilo demonstra que está em Portugal - os caras nem sabem colocar direito um algarismo numa porta! Só vai a Sintra, que tem imensos monumentos, castelos e palácios, para gozar com aquilo.
Depois goza com o Tejo ser, para os portugueses, o mar, quando na realidade ela está junto ao Estuário do Tejo, onde o rio deságua no mar e ambos se confundem. Fala também no Salazar, de que ela não sabe nada, imaginando que, por ter sido um ditador, foi igual a Hitler ou a Mussolini. Goza com o túmulo de Camões, com o estilo arquitectónico manuelino, enfâtisando o Manuel, nome injuriado no Brasil nas piadas de português e fala também no epísódio no Hotel com o seu PC, quando o Hotel tem áreas de Internet e se tinha problemas com o seu Computador pessoal, deveria usar o equipamento disponível no Hotel para os clientes. O Hotel não tem obrigação de reparar os equipamentos pessoais dos clientes, sejam PC's ou carros ou máquinas de barbear ou sei lá o quê.
Eu acho que ela vai ter muita vergonha quando souber das reações dos portugueses ao vídeo e vai pensar duas vezes antes de voltar a falar do país e dos seus habitantes. Infame, só revelou ignorância e rancor, talvez dor de cotovelo.
Quem deveria ter acesso a este vídeo eram os milhares de portugueses que gastaram muitos euros para assistir às suas peças de teatro em Portugal. O que lhe vale é que o povo português é o mais simpático e sereno do mundo.
Enfim... vejam o vídeo e, por favor, divulguem:
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Adorno, a indústria cultural e a internet - Sociologia 2º Ano
Há quarenta anos morria o filósofo da Escola de Frankfurt que se tornou famoso por sua crítica aos meios de comunicação de massa
POR SERGIO AMARAL SILVA *
Max Horkheimer (1895-1973) foi um importante filósofo alemão com trajetória, de certo modo, paralela à de seu amigo Adorno, com quem integrou a chamada Escola de Frankfurt. Nos anos 1940, escreveu com Adorno, a "Dialética do esclarecimento". Entre 1951 e 1953, foi reitor da Universidade de Frankfurt.
Em consonância com a teoria marxista, a filosofia adorniana considera que a indústria cultural transforma todos seus produtos em mercadoria, visando obter lucros pelo consumo. O próprio Adorno salientou: "O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer; ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto."
Segundo Adorno, "se minha conclusão não é muito apressada, as pessoas aceitam e consomem o que a indústria cultural lhes oferece para o tempo livre, mas com um tipo de reserva, de forma semelhante à maneira como mesmo os mais ingênuos não consideram reais os episódios oferecidos pelo teatro e pelo cinema".
Com sua existência comercial situada por volta dos anos 1990, após um período em que ficou praticamente restrita aos meios acadêmicos, a internet teve sua origem na Arpanet, uma rede desenvolvida nos Estados Unidos no final da década de 1950 para fins de defesa militar, e que se baseava no conceito de descentralização do processamento.
Ilustrando com um exemplo sobre investimentos as desigualdades internacionais, Adorno afirmou, em texto sobre a indústria cultural, que os detentores de poder, do ponto de vista econômico, estariam "à procura de novas possibilidades de aplicação de capital em países mais desenvolvidos".
Nome pelo qual ficou conhecido o grupo de filósofos e pensadores que se reuniu em torno do Instituto de Pesquisa Social, fundado na década de 1920 na Alemanha. Dele fizeram parte, além de Adorno e Horkheimer, autores importantes como Walter Benjamin (1892 - 1940) e Herbert Marcuse (1898 - 1979), que tinham em comum a preocupação com a "crise da razão contemporânea".
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cultura de massa - Sociologia - 2º Ano do Camilo
Por Silvano Tenorio Felix
Definir cultura é uma tarefa por demais difícil, já que vivemos um período histórico onde a praticidade toma o lugar dos conceitos. Ainda mais quando se trata da cultura de massa, ou cultura popular, onde encontramos a sua presença em nosso dia a dia, porém falta-nos a reflexão por um momento. Para se chegar de fato a um conceito bem definido.Segundo Orlando Fideli, cultura de massa em nossos dias é um conceito amplo, que abrange por muitas vezes a toda e qualquer manifestação de atividades ditas populares. Assim sendo, do carnaval ao rock, do jeans à coca-cola, das novelas de televisão às revistas em quadrinhos, tudo hoje, pode ser inserido no cômodo e amplo conceito de cultura de massa. (FIDELI,2008:1)
Para entendermos melhor essa expressão "cultura de massa" precisamos buscar uma definição do que seria "massa" e de "povo". Segundo o papa Pio XII, numa célebre radiomensagem de Natal no ano de 1944, expressou muito bem o conceito de "povo" e de "massa". Segundo sua visão, totalmente filosófica "o povo é formado por indivíduos que se movem por princípios. Ele é ativo, agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações em que vivem. Assim ele fala das massas como "um grupo de indivíduos que não se movem, mas que são movidos por paixões. A massa é sempre passiva. Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéias estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos..."
As definições do sumo pontífice nos faz concluir que as massas jamais discordam da maioria. Jamais procuram estipular pontos reflexivos que os levem a um senso crítico sobre as informações que estão sendo assimiladas no momento. A inserção na massa lhe impõe que se vista como os outros, que coma como os outros, que goste do que gostam os outros. Ser, pensar, agir, estar sempre, obrigatoriamente, "como os outros" é amoldar-se inexoravelmente a esse implacável "deus" chamado "todo mundo". É renunciar à própria individualidade, trocando-a pelo amorfo e medíocre "eu coletivo" da multidão. Essa realidade nua e crua que vivemos nos leva a uma pergunta: "PODE A MASSA TER CULTURA? " Certa vez alguém definiu cultura, sob o prisma individual, como aquilo que permanece após ter-se esquecido tudo o que se aprendeu. Segundo
Denise Macedo Ziliotto é preciso Transplantar tal conceito para o plano coletivo, podendo afirmar que cultura é o resíduo, imune à ação do tempo, dos conhecimentos fundamentais dos povos. A cultura de determinada civilização vem a ser, portanto, o conjunto de seus valores e conhecimentos perenes. (ZILIOTTO,2003:23)
O termo cultura tem sua origem na agricultura, em razão da flagrante analogia entre as etapas do cultivo de um terreno e a formação da cultura humana. Com efeito, a cultura de um terreno pressupõe sua limpeza de toda sujeira e ervas daninhas, a aragem e o cultivo dos vegetais desejados. Levando em conta a perspectiva deste conceito análogo, a plantação deverá obedecer determinadas regras. Será preciso plantar, antes de mais nada, coisas úteis, eis que uma cultura de ervas daninhas será uma falsa cultura. Ademais, será necessário plantar em ordem, de maneira que, por exemplo, cada cereal esteja separado dos demais, a fim de que possa receber o tratamento que mais lhe convém.
Segundo Sandra Jovchelovitch a boa cultura exige que se limpem as inteligências de todos os erros e falsas opiniões que comprometem tudo o que nelas venha a ser plantado. É preciso "arar" nossas inteligências, habituando-as a pensar. Pois apenas estudar não significa adquirir cultura: há analfabetos mais "cultos" do que muitos eruditos. Finalmente será chegado o momento de "plantar", ordenadamente, verdades úteis em nossa mente. (Jovchelovitch,2001:42)
Segundo Eclea Bosi a cultura de massa não passa, na verdade, de um oceano de imposições ditadas pelos meios de comunicação, muitas vezes idênticamente destinadas às mais diferentes regiões e povos. Não é por outro motivo que as massas, sejam da América, Europa ou Ásia, apreciam e produzem a mesma arte, vestem as mesmas roupas, gostam das mesmas comidas. Não é por razão diversa que os estilos, as maneiras, as tradições, enfim, a cultura peculiar de cada povo vem dando lugar, em larga medida, a uma triste vitrine universal. (BOSI,2000:102)
Exatamente por não partir genuinamente dos povos, mas ser sempre uma imposição de cima para baixo, a pseudo-cultura se mostra indiferente e imune às profundas diferenças existentes, por exemplo, entre japoneses e italianos, ou entre norte-americanos e árabes: todos consomem o mesmo hamburguer e tomam coca-cola.
Segundo Pedro Demo algo totalmente diverso, porém, ocorre em relação ao povo. Este tem movimento próprio, guardando seus próprios princípios e movendo-se de acordo com eles. Ao povo é dado, portanto, formar sua própria cultura, reflexo evidente das idéias fundamentais que o movem. Ao contrário da chamada "cultura" de massa, a cultura popular tem suas raízes nas tradições, nos princípios, nos costumes, no modo de ser daquele povo. Desta forma, cada povo produz, por exemplo, uma arte peculiar, reflexo de suas específicas qualidades, necessariamente diversa das artes de outros povos. Assim, por exemplo, houve uma verdadeira arquitetura colonial brasileira, muito diferente da arte de escultores de outros povos. (DEMO,2005:93)
Portanto a cultura de massa é uma cultura fabricada pela ideologia que tenta se apresentar como sendo a própria cultura. Porém, a cultura de massa é um sistema de pensamento muito fácil de desmascarar já que tem por característica primeira "o ser limitado". A cultura de um povo jamais poderá ser a cultura de massa, já que a construção da cultura popular se dá pela experiência histórica de um povo, que mediante sua própria história constrói sua identidade.
BIBLIOGRAFIA
FEDELI, Orlando. Cultura Popular e Cultura de Elite, cultura de massa. São Paulo: Associação Cultural Montfort, 2008. p. 1 .
ZILIOTTO, Denise Macedo. Consumidor – Objeto da cultura. Rio de Janeiro: Vozes, 2003. p. 23.
JOVCHELOVITCH, Sandra. Contextos do saber – Representações, comunidades e cultura. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. p. 42.
BOSI, Eclea. Cultura de massa e cultura popular. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. p. 102.
DEMO, Pedro. Éticas multiculturais – sobre convivência humana possível. Rio de Janeiro: Vozes, 2005. p. 93.
Imagem: Google
Fonte: Webartigos.com | Textos e artigos gratuitos, conteúdo livre para reprodução
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Orgulho de ser brasileiro?, por Paulo Vellinho*
Os japoneses definem cidadania como “aquela sensação de arrepio que a gente sente quando escuta o hino nacional ou assiste ao hasteamento da bandeira”.
Esta sentença ouvi em 1963, no Japão. Desde então, fico pensando em quando o brasileiro atingirá tal grau de sublimação dos seus sentimentos em relação à sua pátria.
Infelizmente, vejo cada vez mais distante esse desejado momento, pois cada vez mais a nossa autoestima (refiro-me aos brasileiros conscientes e responsáveis) distancia-se em vez de aproximar-se.
Imaginando o Brasil como um piano de cauda, vejo com pesar o sacrificado povo brasileiro carregando esse instrumento enquanto uma minoria corporativada, e irresponsável e até desonesta, não só senta-se em cima, como ainda pula e dança sobre o piano e consequentemente sobre os que o carregam.
O que mais me entristece, para não dizer revolta, é a indiferença dos parasitas que roubam ou desperdiçam impunemente os cofres da nação e ainda por cima, quando detectados e pegos “com a boca na botija”, provocam um agito nacional, orquestrando-se em uma estranha solidariedade causada pelo medo ou comprometimento, pois aparentemente nos escândalos denunciados todos têm o seu “rabo preso”.
Eles se julgam e se absolvem “dentro de seu próprio circo”, virando as costas para a sociedade perplexa e revoltada com os desatinos irresponsáveis que provocam.
Vejamos o nosso Senado, ator principal das atuais manchetes da nossa valorosa imprensa, que aliás eles procuram ridicularizar ou desmoralizar ao denominar trama midiática a revelação de suas safadezas.
Mais frustrante é que, passado o episódio efervescente, com o tempo baixa a fervura, amornam-se as reações e... esquecem-se os fatos, mas persistem suas razões, impunemente.
Pergunta-se e tem-se direito de perguntar: o que aconteceu com o escândalo das passagens aéreas... das horas extras indevidas e pagas... com o escândalo dos 181 diretores do Senado... os 10 mil funcionários, menos de 4 mil concursados e o restante terceirizado... os Renans Calheiros ...os Romeros Jucás... os Severinos... e o próprio presidente do Senado, que se assemelha a um robô e que aparentemente nada sente, mas tudo faz... manifestando-se com a maior “cara de pau”, tão dura, que até causou uma revolta dos “pica-paus” por sentirem-se impotentes de picá-la, tal a sua dureza, e tudo com ares comoventes de um anjo injustiçado.
Vejamos: ao registrar alguns fatos reais do nosso Congresso (imagine-se o quanto mais existe debaixo do tapete) e face à impunidade, concluo que é uma ingenuidade a “sensação de arrepio” dos japoneses, a não ser quando o frio do nosso inverno apanha-nos desabrigados, causando-nos arrepios.
No Japão tradicional e ainda hoje, os ladrões públicos ou privados que ainda têm vergonha fazem o “haraquiri”, enquanto no Brasil usufruem do dinheiro mal havido colocando-o nos paraísos fiscais ou esnobando os do “andar de baixo” com sua impunidade e demonstração de riqueza... e ainda fazendo-o com soberba.
Mais ainda, precisamos remover as imundícies que estão debaixo dos tapetes das instituições públicas e privadas, federais, estaduais e municipais, punindo-as com a Justiça, sem brechas para o escape dos seus responsáveis. Somente então, poder-se-á tirar o ponto de interrogação do “orgulho de ser brasileiro”.
Fonte: Jornal Zero Hora - Nº 16024 - 10 de Julho de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Georg Simmel - conceito de sociação
Mas, para Simmel, uma sociedade toma forma a partir do momento em que os atores sociais criam relações de interdependência ou estabelecem contatos e interações sociais de reciprocidade. Desse modo, as fronteiras e limites de uma sociedade são difusos e extremamente transitórios. Neste ponto, é possível identificar alguma aproximação ou concordância de Simmel com as abordagens sociológicas de Norbert Elias (1897-1990).
Concebendo a sociedade como produto das interações individuais, Simmel formula o conceito de "sociação" para designar mais apropriadamente as formas ou modos pelos quais os atores sociais se relacionam. É importante destacar que as interações sociais e as relações de interdependência não representam, necessariamente, a convergência de interesses entre os atores sociais envolvidos.
Em seus estudos microsociológicos, Simmel demonstra que as interações sociais podem prefigurar relações conflitivas, relações de interesse mútuo e relações de subordinação (ou dominação). O conflito, porém, é concebido por Simmel como algo benéfico porque é um momento que sinaliza o desenvolvimento da tomada de consciência individual, que teria uma função positiva para sociedade como um todo, principalmente à medida que o conflito fosse superado, mediante acordos.
Consequências do dinheiro
O ensaio intitulado "A filosofia do dinheiro" ("Philosophie des Geldes") foi publicado no ano de 1900 e é considerado um estudo representativo da perspectiva sociológica adotada por Simmel. Neste estudo, Simmel procurou compreender quais as consequências da invenção, introdução e difusão social desse meio de troca (simbólica).O dinheiro alterou enormemente as relações sociais, provocando efeitos que convergiram para a individualização (ou individualismo) numa fase da história em que as relações tradicionais ou pré-modernas (que se referem ao período do declínio do modo de produção feudal na Europa) estavam em vias de serem superadas pela emergência do modo de produção capitalista.
A difusão do dinheiro provocou uma série de conflitos na ordem social baseada nos costumes e nas relações pessoais, mas, como demonstra Simmel, o dinheiro era reflexo da transformação das interações sociais tradicionais que estavam se dissipando.
O dinheiro carrega o simbolismo do "impessoal", do "racional" e do "individualismo" e se ajusta à modernidade que estava surgindo no mundo ocidental capitalista. O dinheiro desfez determinados tipos de dependência que se caracterizavam pela pessoalidade, mas criou outros, que se caracterizam pela impessoalidade.
Conforme demonstrou Simmel, a relação de tipo monetária que se tornou predominante na época moderna representa o patamar máximo da individualização humana.
Veja também
Font: http://educacao.uol.com.br/sociologia/georg-simmel-conceito-de-sociacao.jhtm
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Cientista criou a sociologia das formas
Georg Simmel - microssociologia
No que diz respeito à perspectiva sociológica, Simmel foi o fundador da chamada "sociologia formal" ou "sociologia das formas" e se diferenciou no campo do estudo dos fenômenos sociais em razão de seu interesse pela análise microssociológica, que se refere à investigação da sociedade, mas a partir das ações e reações dos atores sociais em interação.
A sociologia formal é uma perspectiva teórica que está muito próxima da chamada "sociologia da ação", e ambas se contrapõem às concepções teóricas de caráter macrossociológico, como o estruturalismo, o funcionalismo e o neomarxismo.
A sociologia formal
A partir das concepções filosóficas kantianas, Simmel concluiu que a realidade social é extremamente complexa, e até certo ponto caótica, em relação aos significados. O conhecimento dos fenômenos sociais, que ocorrem imersos nessa realidade e que interessam ao cientista social, só são passíveis de serem apreendidos (ou compreendidos) mediante a adoção de categorias ou modelos analíticos.
As categorias e modelos analíticos servem para ordenar o pensamento de modo que se possa interrogar e interpretar a realidade. Um modelo ou categoria analítica é uma simplificação do real porque opera com base na abstração, num esforço de separação dos fenômenos sociais que estão imersos na complexa realidade social, tanto em seus aspectos sociológicos como históricos.
De acordo com Simmel, os modelos e categorias analíticas não são proposições arbitrárias e nem recursos empregados apenas pelos cientistas sociais que interrogam o real, pois são também utilizados pelos próprios indivíduos que integram a sociedade, como recurso de ação e interação social.
Modelos e categorias analíticas são recursos teóricos que também foram empregados pelo cientista social alemão Max Weber, quando se refere ao "tipo ideal" que serve para delimitar o real ou, em outras palavras, serve para construir objetos de pesquisa que serão analisados e interpretados - e, consequentemente, dotados de algum significado.
Não é por acaso que Max Weber estabeleceu em seus estudos uma interlocução permanente com as obras de Simmel.
*Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutor em ciências sociais. É autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: gênese e atuação política, 1972-1985".
Fonte: http://educacao.uol.com.br/sociologia/georg-simmel-microsociologia.jhtm
terça-feira, 12 de maio de 2009
Os métodos ou estratégias de pesquisa
Observação participante - os grupos de pesquisa serão orientados sobre como observar fenômenos sociais e cada aluno, individualmente, manterá um caderno de anotações, o seu diário de campo, para inscreverem ali suas observações, dados e reflexões sobre a temática estudada;
Entrevistas qualitativas (abertas, semi-abertas ou fechadas);
Pesquisa bibliográfica;
Pesquisa documental;
História oral e história de vida;
“Expedições” para pesquisa de campo (observação participante e aplicação de entrevistas), se possível, e sempre com a orientação e acompanhamento do professor, visando o contato direto dos alunos com os fenômenos sociais estudados;
Utilização de técnicas de vídeo e fotografia na pesquisa social.
sábado, 2 de maio de 2009
Política, ato de cidadania
Embora esse pensamento seja predominante, a política pode ser definida pelo dicionário como:
Arte e ciência da organização e administração de um Estado, uma sociedade, uma instituição etc. (dicionário digital aulete)
Ao pensar sobre o que a política significa, a forma de organização de determinado lugar, região, etc, é impossível se sentir alheio às decisões que serão tomadas em nome do povo. Portanto, a política é um ato de cidadania, ou seja, está inserida no contexto de direitos e deveres de todos da sociedade.
Existem aqueles que pervertem os valores cidadãos: candidatos que brincam com a política. Diferente do que prega a cidadania: buscar, manter a ordem e o bom senso da sociedade. Dessa forma, é inviável permitir que qualquer político seja a “voz do povo”, mesmo porque existem muitos mal-intencionados, que não cumprem o seu dever de cidadão como políticos. Necessário se faz a busca por candidatos coerentes que busquem a verdade, a justiça e a qualidade de vida para a sociedade.
Eis uma pequena parábola bíblica que ensina o valor do voto. Leia atentamente:
Parábola de Jotão
Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram à oliveira:
- Reina sobre nós!
Porém a oliveira lhes respondeu:
- Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam e iria reinar sobre as árvores?
Então disseram as árvores à figueira:
- Vem tu e reina sobre nós.
Porém a figueira lhes respondeu:
- Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria reinar sobre as árvores?
Então disseram as árvores à videira:
- Vem tu e reina sobre nós.
Porém a videira lhes respondeu:
- Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens e iria governar sobre as árvores?
Então todas as árvores disseram ao espinheiro:
- Vem tu e reina sobre nós.
Repondeu o espinheiro às árvores:
- Se me escolherem e me fizerem rei de vocês, venham e aproveitem a minha sombra!
As três árvores valiosas: figueira, oliveira e videira recusaram governar sobre as outras árvores. Já o espinheiro, sem valor algum, prometeu dar algo que não tinha, pois é baixa demais para oferecer sombra às outras.
Moral: “Quando os justos governam, o povo se alegra, mas quando o perverso domina o povo padece.”
Seja cidadão, pratique seus direitos e deveres, participe da política não somente nas eleições, acompanhe o que acontece na sua cidade para um futuro melhor. Política é um ato de cidadania.
Fonte: http://www.fabricadeconhecimentos.com.br/blog/2008/11/politica-ato-de-cidadania/
domingo, 19 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Revisão de Sociologia
Sociologia como autoconsciência da Sociedade:
- Breve histórico do surgimento da Sociologia.
- Sociologia: “Autoconsciência crítica da realidade social”. Ciência que estuda os fenômenos sociais.
- A Sociologia procura emancipar o entendimento humano sobre a sociedade desvencilhando-se do senso comum. Possui discursos e métodos científicos próprios.
- Segundo Otavio Ianni: “ A sociologia nasce e desenvolve-se com o Mundo Moderno. Reflete suas principais épocas e transformações. (...) A Sociologia não nasce no-nada. Surge em um dado momento da história do mundo moderno. Mais precisamente, em meados do séc. XIX, quando ele já está em franco desenvolvimento, realizando-se. (...) Os personagens mais característicos estão ganhando seus perfis e movimentos:grupos, classes, movimentos sociais e partidos polí,ticos; burgueses, operários, camponeses, intelectuais, artistas e políticos; mercado, mercadoria, capital, tecnologia, força de trabalho, lucro, acumulação de capital e mais-valia; sociedade, estado e nação; divisão internacional do trabalho e colonialismo; revolução e contra-revolução. (...) É possível dizer que a Sociologia é uma espécie de fruto muito peculiar desse Mundo. No que ela tem de original e criativa, bem como de insólita e estranha, em todas as suas principais características como forma de pensamento”
- Podemos dizer então que a Sociologia é “filha” da Modernidade, conseqüência das profundas transformações na Europa do século XIX com as chamadas Revoluções Burguesas.
- Modernidade: conjunto de experiências históricas ambíguas e conflituosas que marcaram a sociedade européia em meados do século XIX até a atualidade. Um período de profundas transformações sociais, econômicas e políticas.
As mudanças na Europa trouxeram 2 aspectos importantes para a sociedade moderna:
1. Desenvolvimento da sociedade burguesa e consolidação de sua hegemonia e valores. Criação do Estado Burguês. Com isso surge uma nova configuração social e o sistema societal feudal entre em colapso.
2. Consolidação do capitalismo como modo de produção e declínio do feudalismo.
A critério didático podemos dividir o período das revoluções burguesas em três aspectos: econômico, cultural-científica e político.
1. Revolução Econômica: corresponde a ao longo processo de superação da economia agrária feudal (assentada sobre a servidão) que desencadeou a chamada Revolução Industrial. Com o desenvolvimento do mercantilismo e a acumulação primitiva de capitais o modo de produção feudal entra em colapso observa-se a expropriação dos terrenos comunais da propriedade feudal (política dos cercamentos) e destruição da agricultura familiar, transformando-se em propriedade privada moderna. As conseqüências foram à expulsão das famílias rurais para as grandes cidades, que buscavam na indústria emergente a garantia de sua sobrevivência, originando o operariado urbano (proletariado). A velocidade que a expropriação as solapava camponeses e artesão era maior do que a absorção da mão de obra pelas fábricas originando o fenômeno do desemprego, aumentando os índices de miseráveis, mendigos e excluídos. Como conseqüências a Revolução Industrial trouxe:
· O fim do produtor independente
· Êxodo rural e explosão demográfica urbana
· Processo de proletarização
· Miséria (doenças, prostituição, suicídios, alcoolismo, violências, etc.)
· Primeiras manifestações operárias (ludismo, cartismo)
· Criava-se uma sociedade altamente competitiva e individualista
2. Revolução cultural-científica: correspondente ao chamado Iluminismo (França) fruto de um longo processo de separação das concepções teológicas da Igreja Católica (autoridade política da época). Com as transformações do renascimento comercial e urbano surgem intensas transformações culturais e na forma de conhecer do homem (marco inicial com o Renascentismo). Instala-se um movimento anti-clerical opondo-se diametralmente ao teocentrismo. O antropocentrismo inaugura um novo tipo de pensamento voltado para o homem como chave explicativa do mundo. O conhecimento deixa de ser objeto de revelação divina para ser interpretado pela razão (Ciência). O racionalismo baseava-se no uso exclusivo da razão e no empirismo. O Iluminismo buscava transformar não só as formas de conhecimento, mas a própria sociedade, implantando os valores do Liberalismo político e econômico. Alguns iluministas: Descartes, Newton, Locke, Montesquieu, Voltaire, Rosseau, Diderot e d´Alembert, Adam Smith, Vivaldi, Haendel, Bach, Mozart, etc. Conseqüências do Iumismo:
· Derrocada do Teocentrismo como forma explicativa do mundo
· Consolidação do Liberalismo
· Notório desenvolvimento das Ciências Naturais e Humanas
3. Revolução Política: correspondente a Revolução Francesa que com os ideais iluministas (liberdade, igualdade e fraternidade) questionaram a monarquia absolutista. Foi um movimento que contou com forte apoio popular, mas de forte caráter burguês. Suas conseqüências principais foram:
· Queda do Estado monárquico e origem do Estado Moderno Burguês (executivo, legislativo e judiciário).
· Criação do Estado Laico e fim do predomínio político da autoridade da Igreja Católica.
· Burguesia toma o Estado e assume papel hegemônico
· O conjunto desses processos históricos trouxe não somente progressos como também uma infinidade de problemas sociais que conturbaram a Europa do século XIX. Esse “turbilhão social” faz com que surjam intelectuais preocupados e propostos a por uma “ordem social” oriunda dessas revoluções. Neste contexto é que surge a Sociologia.
· Pensadores como Tocqueville, Monstesquieu, Le Play, Saint-Simon, Augusto Comte entre outros vão sistematizar e refletir sobre a realidade social da época.
Positivismo:
Corrente científico-filosófica que foi umas das precursoras da Sociologia. Seus precursores foram Saint-Simon e Augusto Comte (discípulo de Saint-Simon, que inclusive criou o termo “Sociologia”). Era baseada principalmente na afirmação das ciêcias experimentais. Podemos caracterizar três premissas básicas no positivismo:
3. As Ciências da Sociedade, assim como as da Natureza, devem limitar-se à observação e à explicação causal dos fenômenos, de forma objetiva, neutra, livre de julgamentos de valor ou Ideologias, descartando todas as pré-noções e preconceitos (neutralidade axiológica).
Saint-Simon
Para este autor, o avanço da ciência determinava a mudança político-social, além da moral e da religião. Acreditava que, no futuro, a sociedade seria basicamente formada por cientistas e industriais.
Augusto Comte
Em seu método, Comte propunha uma metodologia da observação dos fenômenos. Para ele o homem passou por tres estagios evolutivos:
1º Teológico: é a infância da humandidade em que o homem explica os fenomenos naturais através de causas fantásticas e sobrenaturais. (religiões monoteístas e politeístas)
2º Metafísico: explicações racionais, buscam o porque das coisas e substituem os deuses por entidades abstratas e términos metafísicos. (Filosofia)
3º Positivo (Científico): etapa definitiva, não se busca o porque das coisas, mas sim o como. O conhecimento se baseia nas observações e nas experiências. Busca-se o conhecimento das leis da natureza para conseguir seu domínio técnico.
Comte ainda avaliou que a sociedade possuía dois movimentos principais: dinâmico e estático.
Movimento dinâmico: é o responsável pela evolução social que imprime sobre as sociedades as transformações para estágios superiores e mais complexos. (progresso)
Movimento estático: é o responsável pela organização e equilíbrio do organismo que ajustaria a sociedade ao seu melhor funcionamento harmônico. (ordem)





