Mostrando postagens com marcador Povo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Povo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A política vista por um leigo, por José Figueiredo*



A política, cada vez mais, é vista com ceticismo e, até, com sentimentos mais viscerais, como raiva ou nojo. Nada de novo, mas isso tem alcançado níveis preocupantes, principalmente, se visto em conjunto com nossa apatia diante desse cenário. Nem todos os políticos merecem a rejeição, pois entre eles, como entre nós, tem honestos e desonestos mudando, certamente, as proporções. H. L. Mencken disse: “Um político é algo improvável como um ladrão honrado”. Nós já catalogamos certos políticos nas piores categorias morais, mas lhes entregamos, a cada eleição, o poder para estabelecer seus salários, empregar os parentes, receber diárias na própria casa, gastar fortunas em selos. Depois, são chamados, por exemplo, “corruptos”, palavra que de tanto uso já perdeu a força. Corrupto, etimologicamente, vem do latim “corruptione”, indica a noção de “putrefação” e “decomposição”. Um corpo ou um sistema em estado de corrupção revela seu apodrecimento, moral e físico.

O segundo insulto automático é “mentiroso”. Mentiroso é quem diz ou manifesta o contrário do que sabe, crê ou pensa; o que induz ao erro; finge; quem falta com o prometido. Os políticos mentem, mas aqui a questão é que parece que a mentira deixou de ser uma falta grave, como se o país resolvesse tapar o nariz e ir em frente. Suponho que os políticos não gostem das expressões “corrupto” e “mentiroso”, mas frente aos insultos incorporam seu melhor cinismo para repetir, como os implicados na Operação Rodin: “É para enfraquecer minha campanha”, “nada ficou provado”, “são ataques de meus inimigos políticos”. E continuam, impávidos, a agir como sempre. E, com raras exceções, os políticos nunca pagam por suas ações nefastas. Justiça lenta, foro privilegiado, advogados astutos e caros (muitos recebem polpudas aposentadorias com dinheiro público, financiaram sua alta capacitação com dinheiro público, para defender ladrões do dinheiro público), e uma legislação favorável os mantém, praticamente, incólumes.

Paul Valéry disse que “a política é, em realidade, a arte de evitar que o povo participe dos assuntos que, de direito, lhe concernem”. Pergunte ao povo: quem precisa de aumento salarial, brigadianos e professores ou auditores de tribunal de contas? Aos políticos não precisa perguntar, já responderam. Frente a essa situação, nasce o pior de todos os insultos, mas que poucos lançam: “voto branco” ou “voto nulo”. Não são palavras vulgares e, se forem bem utilizados, se poderia começar uma lenta higienização da política gaúcha e brasileira. Negar-lhes o voto ao votar em branco é um direito e, ao mesmo tempo, um elegante insulto. Se nada fizermos, será porque Fernando Savater, filósofo espanhol, tem razão: “O mais provável é que os políticos se pareçam muito a seus eleitores, talvez até demasiado; se fossem muito diferentes de nós, muito piores ou exageradamente melhores, certamente não os elegeríamos para representar-nos no governo”.

*Mestre em Administração – PUCRS

Fonte: Jornal Zero Hora - 09 de outubro de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dois advogados gaúchos contra 2 senadores e 3883 servidores

ISTO ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL DE HOJE E PRECISA SER DIVULGADO E ACOMPANHADO POR QUEM TEM O MÍNIMO INTERESSE EM SANEAR O PAÍS.

QUEM SABE, SEJA O INÍCIO DO CAMINHO DA MORALIZAÇÃO DESSA ZONA EM QUE SE TRANSFORMARAM OS 'PODERES' DA REPÚBLICA!

DOIS ADVOGADOS GAÚCHOS CONTRA DOIS SENADORES E 3.883 SERVIDORES DO SENADO FEDERAL
(07.04.09)

Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.

A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney".

O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas - segundo a petição inicial.

Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prestados.

A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral'; mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos".

Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e Giordani - "impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de:
- R$ 406.400.000,00; ou
- R$ 5.017.280,00 para cada senador.
Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:

- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".

Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, " como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção". Cópia da peça está sendo disponibilizada por este site. A causa será conduzida pela juíza Vânia Hack de Almeida. (Proc. nº 2009.71.00.009197-9)

AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197-9 (RS)

Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de Almeida

Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE

Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE

Localizador: GAB03B

Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO

Valor da causa: R$6.200.000,00

Assuntos:

1. Adicional de horas extras
2. Horas Extras

AUTOR: IRANI MARIANI

Advogado: IRANI MARIANI

AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI

Advogado: IRANI MARIANI

RÉUS: 1 - UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO

2 - GARIBALDI ALVES FILHO

3 - EFRAIM DE ARAUJO MORAIS

4 - FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL

REPASSE A TODOS, PARA QUE O BRASIL INTEIRO FIQUE ATENTO E ACOMPANHE ESTA INICIATIVA. SE DEPENDER DA "GRANDE MÍDIA", NINGUÉM FICARÁ SABENDO DE NADA. MORALIZAR O LEGISLATIVO É UMA TAREFA HERCÚLEA, PELA QUAL TODOS NÓS DEVEMOS DAR O MELHOR DE NÓS MESMOS, OU EM BREVE TEREMOS ESSA NOSSA FRÁGIL DEMOCRACIA SUBSTITUÍDA POR UM REGIME SOCIALISTA DITATORIAL QUALQUER, IRONICAMENTE PARA A MAIORIA, CRIADO EXATAMENTE POR AQUELES QUE SEMPRE CRITICARAM O REGIME MILITAR.

EXISTEM MUITA FORMAS DE CRIME ORGANIZADO....

Fonte: Recebi por e-mail do Prof. Mauro de Porto Alegre.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

As razões do sucesso ou do fracasso na vida pública

Resta considerar agora como um príncipe deve comportar-se com os seus súditos e amigos. Sabendo que muitos já escreveram sobre esta matéria, duvido que não venha a ser tido por presunçoso propondo-me ao seu exame, tanto mais que, ao tratar deste assunto, não me alongarei muito dos princípios já propostos pelos outros.

Entretanto, como é meu desejo escrever coisa útil para os que tiverem interesse, mais conveniente me pareceu buscar a verdade pelo fito das coisas, do que por aquilo que delas se venha a supor. E muita gente imaginou repúblicas e principados que jamais foram vistos e nunca tidos como verdadeiros.

Tanta diferença existe entre o modo como se vive e como se deveria viver, que aquele que se preocupar com o que deveria ser feito em vez do que se faz, antes aprende a própria ruína do que a maneira de se conservar; e um homem que desejar fazer profissão de bondade, mui natural é que se arruíne entre tantos que são Perversos. Deste modo, é preciso a um príncipe, para se conservar que aprenda a poder ser mau e que se utilize ou deixe de se utilizar disto conforme a necessidade.

Deixando de lado, portanto, as coisas que se ignoram com relação aos príncipes e falando a propósito das que são reais, digo que todos os homens, sobretudo os príncipes, por ficarem mais alto, fazem-se notáveis pelas qualidades que lhes trazem reprovação ou louvor.

Quer dizer, uns são considerados liberais, outros como miseráveis (usando o termo da Toscana mísero, porque avaro, em nossa língua, ainda significa o que deseja possuir pela rapinagem e miséria, apelidamos aos que se abstêm muito de utilizar suas posses); alguns são considerados pródigos, outros rapaces.

Alguns são cruéis, outros piedosos; perjuros ou leais; efeminados e pusilânimes ou truculentos e animosos de humanidade ou soberbos; lascivos ou castos; estúpidos ou astuciosos; enérgicos ou tíbios; graves ou levianos; religiosos ou ateus, e daí afora.

E eu sei que qualquer um reconhecerá que muito louvável seria que um príncipe possuísse, de todas as qualidades enumeradas, as tidas por boas; mas a condição do homem é tal, que não permite a posse completa delas, nem mesmo sua prática consistente; é preciso que o príncipe seja tão prudente que saiba evitar os defeitos que lhe tirariam o governo e praticar as qualidades próprias para lhe garantir a posse dele, se lhe é possível; não podendo, porém, com menor preocupação, deixe-se que os fatos sigam seu curso natural.

E mesmo não lhe importe incorrer na pecha de ter certos defeitos, sem os quais dificilmente salvaria o governo, porque, se considerar bem tudo, achar-se-ão coisas que parecem virtudes e, se praticadas, lhe provocariam a ruína e outras que parecerão vícios e que, seguidas, trazem bem-estar e tranqüilidade ao governante.

Nicolau Maquiavel, em sua clássica obra de realismo político, O Príncipe.

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=528

Blog Widget by LinkWithin