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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"A massa discute a manipulação da mí­dia?" - para 2ª série do Ensino Médio


O documentário é um ensaio experimental sobre opiniões populares a respeito do poder de influência dos grandes meios de comunicação. A montagem, que deturpa ironicamente os depoimentos dos entrevistados, evidencia as possibilidades de se manipular informação, fazendo do próprio filme um exemplo de manipulação da mí­dia.
CENAS EXTRAS: http://www.youtube.com/watc... http://www.posturadigital.c...




Fonte: Postado pelo amigo Victor Simões no Blog
Suciologicus.

Especialmente para os alunos da 2ª série do Ensino Médio do Camilo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Adorno, a indústria cultural e a internet - Sociologia 2º Ano

Há quarenta anos morria o filósofo da Escola de Frankfurt que se tornou famoso por sua crítica aos meios de comunicação de massa


POR SERGIO AMARAL SILVA *



Esse pequeno trecho da letra de "Televisão", composta por Arnaldo Antunes, Toni Bellotto e Marcelo Fromer, canção que deu título a um dos primeiros álbuns dos Titãs, em 1985, serve de epígrafe a esta matéria, que trata da visão do filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969), falecido há exatos quarenta anos, sobre a "cultura de massas", que ele preferia chamar de "indústria cultural". Adorno era marxista por formação e sua filosofia funda-se na análise dialética.
A expressão "indústria cultural", segundo consta, foi utilizada pela primeira vez no livro "Dialética do esclarecimento", escrito em colaboração com Horkheimer e publicado em Amsterdã, em 1947. O termo era empregado em substituição a "cultura de massas", conforme Adorno explicaria numa série de conferências radiofônicas proferidas em 1962, porque esta induziria ao erro de julgar que se trata de uma cultura emergindo espontânea e autonomamente, do seio das massas. Essa interpretação enganosa, segundo ele, serviria apenas aos interesses dos donos dos meios de comunicação.
Quanto à televisão, era o principal instrumento dentre os "meios de massa" conhecidos por Adorno há algumas décadas. Espécie de ponta-de-lança da indústria cultural, que, nas palavras do próprio autor, "impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e decidir conscientemente". Como se vê, os sintomas provocados fazem lembrar o "emburrecimento" de quem não consegue diferenciar os próprios pensamentos e acaba indo viver na jaula dos bichos, de que falam os Titãs.
Segundo Adorno, na indústria cultural tudo se transforma em negócio. Ele diz: "Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais." Para ele, a indústria cultural só se importa com as pessoas enquanto empregados ou consumidores , não apenas adaptando seus produtos ao consumo, mas ditando o próprio consumo das massas. Portadora não só de todas as características do mundo industrial moderno mas também da ideologia dominante, seria a verdadeira origem da lógica do sistema capitalista. Conforme o autor, o homem liberto do medo da magia e do mito torna-se vítima de outro engano: o progresso da dominação técnica, que acaba sendo utilizado pela indústria cultural como arma contra a consciência das massas. Inclusive em seu tempo livre, o indivíduo é presa da mecanização provocada pela indústria cultural, com Adorno dizendo que "só se pode escapar ao processo de trabalho na fábrica e na oficina adequando-se a ele no ócio"
Assim, a indústria cultural estabelece uma espécie de comércio fraudulento, que promete a satisfação das vontades mas na verdade as frustra, num tipo de jogo perverso de oferecimento e privação, em que um exemplo nítido e atual pode ser dado pelas situações eróticas apresentadas pela internet. Ali, o desejo atiçado pelas imagens acaba encontrando apenas a rotina que o reprime, num mundo virtual. Embora antes do advento da rede mundial, Adorno observava que a situação une "à alusão e à excitação a advertência precisa de que não se deve, jamais, chegar a esse ponto".
Conforme resume o professor Francisco Rutiger, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autor do livro "Th eodor Adorno e a crítica à indústria cultural" (Edipucrs, 2004): "A crítica à indústria cultural adorniana não perde sua atualidade perante os fenômenos de internet, visto que, enquanto plataforma da cibercultura, essa vem a ser um novo suporte por onde corre, agora em escala ainda mais massiva e imediata, o processo de conversão da cultura em mercadoria."
UMA REDE, TRÊS FORÇAS
Ainda a respeito da aplicabilidade das teorias de Adorno à rede mundial de computadores, o professor Fábio Durão, do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas, coautor do livro "A indústria cultural hoje" (Boitempo Editorial, 2008), comenta: "O conceito adorniano de campo de força é muito útil para se interpretar a internet hoje. Pode-se pensar em três vetores diferentes coexistindo em tensão no mesmo objeto. Há, em primeiro lugar, a linha críticonegativa, que atacaria aquelas posições ideológicas, que veem na internet uma liberdade concreta. Contra isso, seria preciso mostrar o quanto a internet, ao elevar a produtividade do trabalho, ajudou ao mesmo tempo que aumentassem as desigualdades, tanto entre as pessoas quanto entre os países. O mundo hoje é mais iníquo do que nunca. Porém, o trabalho não aumentou apenas do ponto de vista intensivo, mas também das horas empregadas: em muitos casos, o tempo diante do computador faz lembrar o do operário perante a máquina no começo da industrialização inglesa, ainda que não se compare o esforço físico envolvido. A desregulamentação do trabalho, sinônimo de precarização e aumento da exploração, seria muito mais difícil sem a internet."
O professor Durão prossegue em sua análise, afirmando: "Seria ainda possível abordar vários outros aspectos negativos ligados à internet como o isolamento e os danos psíquicos que podem gerar, o vício, a banalização dos conteúdos, etc. Mas a teoria de Adorno também deixaria entrever todo o potencial utópico da informatização e da conectividade, especialmente do ponto de vista da mobilização das pessoas, e da construção de um espaço para a ação política de grupo e para a prática individual. Adorno sempre foi muito cauteloso em relação a esse momento de liberdade potencial, pois ele temia que uma ênfase nele pudesse ofuscar o impulso crítico.
Finalmente, um terceiro vetor seria o histórico- transformacional. Aqui, a interpretação seria voltada para o desdobramento no tempo dos dois vetores anteriores. Ela apontaria para a luta que vem sendo travada em torno da internet, mostrando todas as tentativas de regulamentação da rede e de sua instrumentalização para a obtenção de lucro, por um lado, e os impulsos de resistência, por outro. Sem dúvida, Adorno não faria objeções à aplicação, neste caso, da contradição entre forças e relações de produção. A internet colocaria em cena o desenvolvimento de forças produtivas que estariam em choque com as relações atuais."
E a tão alardeada interatividade da internet, que privilegiaria uma liberdade individual na medida em que os conteúdos fossem específicos para cada pessoa? Seria relevante a ponto de invalidar a análise dos teóricos da Escola de Frankfurt ?
Sobre eventuais características que diferenciem a internet dos meios existentes na época de Adorno, Fábio Durão salienta que, também nesse caso, é importante que as distinções sejam examinadas juntamente com as continuidades. E acrescenta: "O rádio e a televisão, que Adorno conheceu muito bem, já atingiam milhões de pessoas. A lógica de dominação da indústria cultural - a estandardização e condicionamento como meios de obtenção de lucro - permanece fundamentalmente a mesma. Do ponto de vista do presente, é possível traçar uma linha genealógica mostrando que a internet não representa essa novidade absoluta que muitas pessoas defendem, pessoas que na maioria das vezes têm alguma espécie de interesse envolvido."
NOVAÇÃO OU MAIS DO MESMO?
O professor Durão continua com suas considerações: "Dito isso, é possível avançar para a seguinte hipótese: talvez a novidade maior trazida pela internet, algo que tem a ver com o nosso espírito do tempo como um todo, seja o conceito de diferença. A homogeneização promovida pelo rádio e televisão são drasticamente modificados pela internet. Muitas palavras de ordem da esquerda na época de Adorno tornaram-se valores os mais comuns e universais de hoje. Veja, por exemplo, como todo o vocabulário da transgressão virou moeda corrente, quase como um valor positivo em si. Note bem: não digo que exista hoje uma diferença de fato, mas que aquela estandardização que o Adorno conhecia foi deslocada. A homogeneização agora tem que passar por um momento de afirmação da diferença, uma aparência de multiplicidade, como se cada pessoa fosse realmente singular, as opções virtualmente infinitas, e as possibilidades de autodefinição ilimitadas. De novo, isso é algo que, da perspectiva atual, já pode ser identificado no fluxo televisivo, mas que com a internet atingiu um novo patamar."
Como pudemos observar, a opinião de especialistas contemporâneos permite concluir que a internet, apesar do avanço tecnológico que incorpora, não constitui um meio que represente uma ruptura com os pressupostos básicos da indústria cultural, criticada por Adorno e seus companheiros. Ao contrário, chega a agudizar alguns fenômenos vistos por esses analistas como negativos, a exemplo da desregulamentação das atividades produtivas, que resultaria em aumento da exploração dos trabalhdores. Dessa forma, integrar-se-ia com perfeição àquela indústria, na qual ocuparia um lugar de destaque frente às críticas dos neoadornianos. Ficam propostos a reflexão e o debate.



*Sergio Amaral Silva é jornalista e escritor, ganhador de vários prêmios literários e do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, categoria Literatura.


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Horkheimer
Max Horkheimer (1895-1973) foi um importante filósofo alemão com trajetória, de certo modo, paralela à de seu amigo Adorno, com quem integrou a chamada Escola de Frankfurt. Nos anos 1940, escreveu com Adorno, a "Dialética do esclarecimento". Entre 1951 e 1953, foi reitor da Universidade de Frankfurt.
Consumidores
Em consonância com a teoria marxista, a filosofia adorniana considera que a indústria cultural transforma todos seus produtos em mercadoria, visando obter lucros pelo consumo. O próprio Adorno salientou: "O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer; ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto."
Tempo livre
Segundo Adorno, "se minha conclusão não é muito apressada, as pessoas aceitam e consomem o que a indústria cultural lhes oferece para o tempo livre, mas com um tipo de reserva, de forma semelhante à maneira como mesmo os mais ingênuos não consideram reais os episódios oferecidos pelo teatro e pelo cinema".

Internet
Com sua existência comercial situada por volta dos anos 1990, após um período em que ficou praticamente restrita aos meios acadêmicos, a internet teve sua origem na Arpanet, uma rede desenvolvida nos Estados Unidos no final da década de 1950 para fins de defesa militar, e que se baseava no conceito de descentralização do processamento.
Países
Ilustrando com um exemplo sobre investimentos as desigualdades internacionais, Adorno afirmou, em texto sobre a indústria cultural, que os detentores de poder, do ponto de vista econômico, estariam "à procura de novas possibilidades de aplicação de capital em países mais desenvolvidos".
Escola de Frankfurt
Nome pelo qual ficou conhecido o grupo de filósofos e pensadores que se reuniu em torno do Instituto de Pesquisa Social, fundado na década de 1920 na Alemanha. Dele fizeram parte, além de Adorno e Horkheimer, autores importantes como Walter Benjamin (1892 - 1940) e Herbert Marcuse (1898 - 1979), que tinham em comum a preocupação com a "crise da razão contemporânea".

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cultura de massa - Sociologia - 2º Ano do Camilo



Por Silvano Tenorio Felix

Definir cultura é uma tarefa por demais difícil, já que vivemos um período histórico onde a praticidade toma o lugar dos conceitos. Ainda mais quando se trata da cultura de massa, ou cultura popular, onde encontramos a sua presença em nosso dia a dia, porém falta-nos a reflexão por um momento. Para se chegar de fato a um conceito bem definido.Segundo Orlando Fideli, cultura de massa em nossos dias é um conceito amplo, que abrange por muitas vezes a toda e qualquer manifestação de atividades ditas populares. Assim sendo, do carnaval ao rock, do jeans à coca-cola, das novelas de televisão às revistas em quadrinhos, tudo hoje, pode ser inserido no cômodo e amplo conceito de cultura de massa. (FIDELI,2008:1)

Para entendermos melhor essa expressão "cultura de massa" precisamos buscar uma definição do que seria "massa" e de "povo". Segundo o papa Pio XII, numa célebre radiomensagem de Natal no ano de 1944, expressou muito bem o conceito de "povo" e de "massa". Segundo sua visão, totalmente filosófica "o povo é formado por indivíduos que se movem por princípios. Ele é ativo, agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações em que vivem. Assim ele fala das massas como "um grupo de indivíduos que não se movem, mas que são movidos por paixões. A massa é sempre passiva. Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéias estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos..."

As definições do sumo pontífice nos faz concluir que as massas jamais discordam da maioria. Jamais procuram estipular pontos reflexivos que os levem a um senso crítico sobre as informações que estão sendo assimiladas no momento. A inserção na massa lhe impõe que se vista como os outros, que coma como os outros, que goste do que gostam os outros. Ser, pensar, agir, estar sempre, obrigatoriamente, "como os outros" é amoldar-se inexoravelmente a esse implacável "deus" chamado "todo mundo". É renunciar à própria individualidade, trocando-a pelo amorfo e medíocre "eu coletivo" da multidão. Essa realidade nua e crua que vivemos nos leva a uma pergunta: "PODE A MASSA TER CULTURA? " Certa vez alguém definiu cultura, sob o prisma individual, como aquilo que permanece após ter-se esquecido tudo o que se aprendeu. Segundo

Denise Macedo Ziliotto é preciso Transplantar tal conceito para o plano coletivo, podendo afirmar que cultura é o resíduo, imune à ação do tempo, dos conhecimentos fundamentais dos povos. A cultura de determinada civilização vem a ser, portanto, o conjunto de seus valores e conhecimentos perenes. (ZILIOTTO,2003:23)

O termo cultura tem sua origem na agricultura, em razão da flagrante analogia entre as etapas do cultivo de um terreno e a formação da cultura humana. Com efeito, a cultura de um terreno pressupõe sua limpeza de toda sujeira e ervas daninhas, a aragem e o cultivo dos vegetais desejados. Levando em conta a perspectiva deste conceito análogo, a plantação deverá obedecer determinadas regras. Será preciso plantar, antes de mais nada, coisas úteis, eis que uma cultura de ervas daninhas será uma falsa cultura. Ademais, será necessário plantar em ordem, de maneira que, por exemplo, cada cereal esteja separado dos demais, a fim de que possa receber o tratamento que mais lhe convém.

Segundo Sandra Jovchelovitch a boa cultura exige que se limpem as inteligências de todos os erros e falsas opiniões que comprometem tudo o que nelas venha a ser plantado. É preciso "arar" nossas inteligências, habituando-as a pensar. Pois apenas estudar não significa adquirir cultura: há analfabetos mais "cultos" do que muitos eruditos. Finalmente será chegado o momento de "plantar", ordenadamente, verdades úteis em nossa mente. (Jovchelovitch,2001:42)

Segundo Eclea Bosi a cultura de massa não passa, na verdade, de um oceano de imposições ditadas pelos meios de comunicação, muitas vezes idênticamente destinadas às mais diferentes regiões e povos. Não é por outro motivo que as massas, sejam da América, Europa ou Ásia, apreciam e produzem a mesma arte, vestem as mesmas roupas, gostam das mesmas comidas. Não é por razão diversa que os estilos, as maneiras, as tradições, enfim, a cultura peculiar de cada povo vem dando lugar, em larga medida, a uma triste vitrine universal. (BOSI,2000:102)

Exatamente por não partir genuinamente dos povos, mas ser sempre uma imposição de cima para baixo, a pseudo-cultura se mostra indiferente e imune às profundas diferenças existentes, por exemplo, entre japoneses e italianos, ou entre norte-americanos e árabes: todos consomem o mesmo hamburguer e tomam coca-cola.

Segundo Pedro Demo algo totalmente diverso, porém, ocorre em relação ao povo. Este tem movimento próprio, guardando seus próprios princípios e movendo-se de acordo com eles. Ao povo é dado, portanto, formar sua própria cultura, reflexo evidente das idéias fundamentais que o movem. Ao contrário da chamada "cultura" de massa, a cultura popular tem suas raízes nas tradições, nos princípios, nos costumes, no modo de ser daquele povo. Desta forma, cada povo produz, por exemplo, uma arte peculiar, reflexo de suas específicas qualidades, necessariamente diversa das artes de outros povos. Assim, por exemplo, houve uma verdadeira arquitetura colonial brasileira, muito diferente da arte de escultores de outros povos. (DEMO,2005:93)

Portanto a cultura de massa é uma cultura fabricada pela ideologia que tenta se apresentar como sendo a própria cultura. Porém, a cultura de massa é um sistema de pensamento muito fácil de desmascarar já que tem por característica primeira "o ser limitado". A cultura de um povo jamais poderá ser a cultura de massa, já que a construção da cultura popular se dá pela experiência histórica de um povo, que mediante sua própria história constrói sua identidade.

BIBLIOGRAFIA

FEDELI, Orlando. Cultura Popular e Cultura de Elite, cultura de massa. São Paulo: Associação Cultural Montfort, 2008. p. 1 .

ZILIOTTO, Denise Macedo. Consumidor – Objeto da cultura. Rio de Janeiro: Vozes, 2003. p. 23.

JOVCHELOVITCH, Sandra. Contextos do saber – Representações, comunidades e cultura. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. p. 42.

BOSI, Eclea. Cultura de massa e cultura popular. Rio de Janeiro: Vozes, 2000. p. 102.
DEMO, Pedro. Éticas multiculturais – sobre convivência humana possível. Rio de Janeiro: Vozes, 2005. p. 93.

Imagem: Google

Fonte: Webartigos.com | Textos e artigos gratuitos, conteúdo livre para reprodução

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