Mostrando postagens com marcador 1º Ano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1º Ano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

sábado, 24 de abril de 2010

Confira o artigo e um vídeo produzido pelo Mundo Jovem sobre o Analfabeto político

Por que participar da política?

Nove entre dez jovens consideram a política uma atividade para espertalhões que ganham uma fortuna para enganar o povo. Eles não deixam de ter alguma razão. De fato, pode-se contar nos dedos os políticos que se devotam realmente ao serviço do povo.

A reação normal de quem tem essa visão negativa da política é ficar fora dela. No máximo comparecer para votar, uma vez que o voto é obrigatório. Apertou o botão da urna eletrônica, tchau! Sair voando sem saber até o nome do candidato em quem votou.

Esta atitude é a que mais interessa aos malandros da política, pois o desinteresse leva à ignorância política e esta é um prato feito para quem deseja praticar falcatruas com o mandato popular.

Nestas alturas, sei que o jovem leitor está me questionando: “OK. Você diz que eu devo me interessar pela política. Mas o que eu perco não tendo o menor interesse por ela?”. Boa pergunta, que merece uma resposta por partes: quem são os políticos; o que fazem; como os safados prejudicam os cidadãos; como se pode evitar isso.

Quem são os políticos?

A palavra político, na linguagem comum das pessoas, designa os homens e as mulheres que ocupam cargos no Estado: vereadores, deputados, senadores, secretários de estado, ministros, governadores e Presidente da República. Essas pessoas - são milhares delas em todo o Brasil - têm o poder de influenciar na atuação dos órgãos do estado brasileiro. Participam da elaboração das leis; da distribuição do dinheiro arrecadado com os impostos; da gestão das empresas do Estado; da fiscalização do funcionamento das repartições públicas que prestam serviço à população (SUS, hospitais públicos, delegacias de polícia etc.).

Suspenda agora a leitura do texto e veja se consegue identificar uma única atividade da sua vida inteiramente fora do âmbito da política.

Não me venha com o argumento de que o Estado não interfere na sua fé religiosa, nas suas leituras, no seu pensamento. Interfere e muito. O Estado tem uma delegacia para fiscalizar os cultos religiosos, e outra para manter a ordem política e social - esses órgãos acompanham a atividade de padres, freiras, pastores, pais e mães de santo, militantes de pastorais etc. E abrem processos contra aqueles cuja pregação afeta a ordem estabelecida. Além disso, o Estado censura livros; peças de teatro; filmes. E fixa, através de suas políticas econômicas, o preço desses produtos. Quantas vezes você quis ler um livro, assistir a uma peça teatral e não pôde por causa do preço?

Finalmente, não é exato que você tenha uma liberdade absoluta de pensar. Você pensa com a informação que chega ao seu cérebro. Ora, é o Estado que controla - às vezes abertamente, às vezes indiretamente - toda a informação que chega até você.

Estar junto para entender

Não tenha, pois, nenhuma dúvida: você perde muito, direta ou indiretamente, quando o Estado está nas mãos de pessoas incompetentes ou desonestas, pois, de algum modo, você está sendo prejudicado.

Daí a necessidade de interessar-se pela política, de aprender o suficiente para entender como ela funciona e de tomar parte efetiva na escolha dos governantes.

Não é fácil atender a essa necessidade. A política é uma atividade bem complicada e quem participa dela sem o conhecimento adequado corre sério risco de ser enganado. Por isso o primeiro passo para participar consiste em entender seu funcionamento.

Ninguém consegue entender de política sozinho. Não adianta ler jornais e acompanhar os noticiários e comentários da rádio ou televisão. São todos enviezados. O jeito é formar um grupo para ampliar as fontes de informação e para dispor de opiniões diversas a respeito do significado das informações recebidas.

O grupo não irá muito além das pernas se não se dedicar à leitura de livros teóricos que explicam o funcionamento da sociedade e, portanto, dos partidos políticos. É através da leitura desses livros que você aprenderá a distinguir os políticos fisiológicos (que buscam apenas satisfazer seus apetites por dinheiro, prestígio ou poder) e os políticos ideológicos (os que fazem política por convicção). Conhecendo as ideologias, você pode optar pela que mais se aproxima dos valores que considera importantes. Isso lhe fornecerá um critério para participar inteligentemente do processo político.


O analfabeto político
(Bertolt Brecht)

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo
que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política,
nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


Que sentimentos este texto do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht desperta em nós?


Assista o vídeo produzido pelo Mundo Jovem:


Questões para Debate

1 - O que você pensa dos políticos e por que pensa assim?
2 - Você conhece políticos que podem ser exemplos positivos?
3 - De que forma, entre nós, podemos estudar e debater sobre política?

Fonte: Jornal Mundo Jovem

terça-feira, 17 de novembro de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Os métodos ou estratégias de pesquisa


Observação participante - os grupos de pesquisa serão orientados sobre como observar fenômenos sociais e cada aluno, individualmente, manterá um caderno de anotações, o seu diário de campo, para inscreverem ali suas observações, dados e reflexões sobre a temática estudada;

Entrevistas qualitativas (abertas, semi-abertas ou fechadas);

Pesquisa bibliográfica;

Pesquisa documental;

História oral e história de vida;

“Expedições” para pesquisa de campo (observação participante e aplicação de entrevistas), se possível, e sempre com a orientação e acompanhamento do professor, visando o contato direto dos alunos com os fenômenos sociais estudados;


Utilização de técnicas de vídeo e fotografia na pesquisa social.


sábado, 11 de abril de 2009

Conceitos Básicos de Sociologia

Contatos sociais

Primeiro passo para qualquer associação humana, pois a convivência humana pressupõe uma variedade de formas de contato. É a base da vida social.

02 Tipos:

Primários - Contatos pessoais diretos. Forte base emocional.

Secundários - São os contatos impessoais, formais .

Contexto Industrialização / urbanização predomina contatos secundários. Proximidade física não significa necessariamente proximidade afetiva.

Isolamento social - caracterizado pela ausência dos contatos sociais ( atitudes de ordem social e atitudes de ordem individual ).


Interação social

O simples contato não é suficiente para que haja interação social. È preciso que haja mudança do comportamento dos indivíduos envolvidos como resultado do contato e da comunicação que se estabelece.

“ Processo de influência recíproca ou unilateral entre dois ou mais agentes sociais”.

Reciprocidade – proximidade dos agentes sociais , contato direto ou quando há possibilidade de reação por parte dos agentes envolvidos no processo

Unilateral - não há necessidade do contato direto nessa interação e um dos agentes influencia, mas não pode é influenciado pelo outro

Relação Social

Dá se o nome de relação social as diferentes formas da interação social . Relação econômica, relação pedagógica,relação familiar.

Processos Sociais

Diversas maneiras pelas quais os indivíduos e os grupos atuam uns com os outros. A forma como os indivíduos se relacionam e estabelecem relações sociais.

Processos sociais - são diferentes formas de interação. Interação é processo social geral.

Ação entre dois ou mais agentes contribuindo para aproximá-los ou afastá-los.

Classificação:

· coesivos ou positivos ( cooperação, acomodação e assimilação)

· disjuntivos ou negativos ( competição e conflito)

Cooperação

Não pode haver sistema social sem um mínimo de cooperação. Muitas vezes não há clareza dos processos sociais cooperativos.

È a forma de interação na qual diferentes pessoas, grupos ou comunidades trabalham juntos para um mesmo fim.

Cooperação Þ consenso a respeito de metas culturalmente legítimas, valores , crenças e normas coletivas.

Cooperação nem sempre o consenso está presente. Pode resultar da existência de interesses e objetivos diferentes mas complementares. Ex: classes sociais

“Cooperação existe quando a troca resulta satisfatória para ambas as partes”

Ex: categoria detém serviços imprescindíveis Þ Maior poder de barganha. Poder de barganha pequeno Þ nível de insatisfação alto.

O equilíbrio e a cooperação do sistema interativo Þ concessões da categoria social dominante.

Acomodação

È o processo social em que o indivíduo, grupos ou categorias em interação não compartilham metas, crenças, atitudes e padrões de comportamento, mas convivem pacificamente. Para evitar o conflito as categorias sociais minoritárias simulam um comportamento que não corresponde ao seu acervo sóciocultural.

Não há uma transformação de pensamento, sentimentos e atitudes. Mudanças são exteriores, manifestam apenas enquanto comportamento social.

Ajustamento de indivíduos ou grupos apenas nos aspectos externos do seu comportamento.

Assimilação

É o processo através do qual indivíduos, grupos ou categorias de culturas diferentes permutam os seus respectivos acervos/bagagem culturais .

EX: Miscigenação. Conversão

Implica transformações internas nos indivíduos. Envolvem mudanças na maneira de pensar, de sentir e agir.

Competição

Ocorre quando vários indivíduos buscam alcançar um objetivo que pode ser alcançado por todos ou pela sua maioria.

Conflito

Geralmente ocorre quando indivíduos, grupos ou categorias sociais tem interesse ou objetivos incompatíveis entre si.

Inibição do conflito

Þ dominação das categorias detentoras de maior participação no processo de distribuição social da riqueza e do poder

Þ nível suficiente de satisfação no processo de troca entre categorias sociais com interesses distintos

Tipos de conflitos: étnicos, terra, religiosos , políticos.

Competiçao

Conflito

forma de luta pela sobrevivência,

forma de rivalidade

pacifica, inconsciente, impessoal

disputa, guerra, violência

consciente, pessoal

Socialização

Processo pelo qual o individuo assimila os valores, normas e as expectativas sociais de uma sociedade ou grupo.

Responsável por desenvolver nos membros de uma sociedade , gostos , idéias, e sentimentos correspondentes a cultura do grupo social no qual esses indivíduos vão viver

Grupos

Conjunto de indivíduos que agem de maneira coordenada, auto-referida ou recíproca.

Condições necessárias Þ contato contínuo, objetivos e interesses comuns.

Condições suficientes Þ estabilidade nas relações interpessoais e sentimentos partilhados de pertencer a uma mesma unidade social.

Agregados

São unidades sociais cuja existência depende da proximidade física entre os seus componentes individuais.. Desfeita a proximidade física o agregado já não existe . Ex: auditório, manifestação pública, o agregado residencial, a turba.

Categorias

São constituídas por indivíduos que possuam uma ou mais características comuns, porém separadas fisicamente.

Ex: categoria religiosa – filiados a religião católica no Brasil estão dispersos em todo o território brasileiro.

Conjunto de indivíduos que pertencem a uma categoria não forma necessariamente uma coletividade autoconsciente. Características definidoras de uma categoria depende do arbítrio de quem a elabora.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Revisão de Sociologia

Sociologia como autoconsciência da Sociedade:

  • Breve histórico do surgimento da Sociologia.
  • Sociologia: “Autoconsciência crítica da realidade social”. Ciência que estuda os fenômenos sociais.
  • A Sociologia procura emancipar o entendimento humano sobre a sociedade desvencilhando-se do senso comum. Possui discursos e métodos científicos próprios.
  • Segundo Otavio Ianni: “ A sociologia nasce e desenvolve-se com o Mundo Moderno. Reflete suas principais épocas e transformações. (...) A Sociologia não nasce no-nada. Surge em um dado momento da história do mundo moderno. Mais precisamente, em meados do séc. XIX, quando ele já está em franco desenvolvimento, realizando-se. (...) Os personagens mais característicos estão ganhando seus perfis e movimentos:grupos, classes, movimentos sociais e partidos polí,ticos; burgueses, operários, camponeses, intelectuais, artistas e políticos; mercado, mercadoria, capital, tecnologia, força de trabalho, lucro, acumulação de capital e mais-valia; sociedade, estado e nação; divisão internacional do trabalho e colonialismo; revolução e contra-revolução. (...) É possível dizer que a Sociologia é uma espécie de fruto muito peculiar desse Mundo. No que ela tem de original e criativa, bem como de insólita e estranha, em todas as suas principais características como forma de pensamento”
  • Podemos dizer então que a Sociologia é “filha” da Modernidade, conseqüência das profundas transformações na Europa do século XIX com as chamadas Revoluções Burguesas.
  • Modernidade: conjunto de experiências históricas ambíguas e conflituosas que marcaram a sociedade européia em meados do século XIX até a atualidade. Um período de profundas transformações sociais, econômicas e políticas.

As mudanças na Europa trouxeram 2 aspectos importantes para a sociedade moderna:

1. Desenvolvimento da sociedade burguesa e consolidação de sua hegemonia e valores. Criação do Estado Burguês. Com isso surge uma nova configuração social e o sistema societal feudal entre em colapso.

2. Consolidação do capitalismo como modo de produção e declínio do feudalismo.

A critério didático podemos dividir o período das revoluções burguesas em três aspectos: econômico, cultural-científica e político.

1. Revolução Econômica: corresponde a ao longo processo de superação da economia agrária feudal (assentada sobre a servidão) que desencadeou a chamada Revolução Industrial. Com o desenvolvimento do mercantilismo e a acumulação primitiva de capitais o modo de produção feudal entra em colapso observa-se a expropriação dos terrenos comunais da propriedade feudal (política dos cercamentos) e destruição da agricultura familiar, transformando-se em propriedade privada moderna. As conseqüências foram à expulsão das famílias rurais para as grandes cidades, que buscavam na indústria emergente a garantia de sua sobrevivência, originando o operariado urbano (proletariado). A velocidade que a expropriação as solapava camponeses e artesão era maior do que a absorção da mão de obra pelas fábricas originando o fenômeno do desemprego, aumentando os índices de miseráveis, mendigos e excluídos. Como conseqüências a Revolução Industrial trouxe:

· O fim do produtor independente

· Êxodo rural e explosão demográfica urbana

· Processo de proletarização

· Miséria (doenças, prostituição, suicídios, alcoolismo, violências, etc.)

· Primeiras manifestações operárias (ludismo, cartismo)

· Criava-se uma sociedade altamente competitiva e individualista

2. Revolução cultural-científica: correspondente ao chamado Iluminismo (França) fruto de um longo processo de separação das concepções teológicas da Igreja Católica (autoridade política da época). Com as transformações do renascimento comercial e urbano surgem intensas transformações culturais e na forma de conhecer do homem (marco inicial com o Renascentismo). Instala-se um movimento anti-clerical opondo-se diametralmente ao teocentrismo. O antropocentrismo inaugura um novo tipo de pensamento voltado para o homem como chave explicativa do mundo. O conhecimento deixa de ser objeto de revelação divina para ser interpretado pela razão (Ciência). O racionalismo baseava-se no uso exclusivo da razão e no empirismo. O Iluminismo buscava transformar não só as formas de conhecimento, mas a própria sociedade, implantando os valores do Liberalismo político e econômico. Alguns iluministas: Descartes, Newton, Locke, Montesquieu, Voltaire, Rosseau, Diderot e d´Alembert, Adam Smith, Vivaldi, Haendel, Bach, Mozart, etc. Conseqüências do Iumismo:

· Derrocada do Teocentrismo como forma explicativa do mundo

· Consolidação do Liberalismo

· Notório desenvolvimento das Ciências Naturais e Humanas

3. Revolução Política: correspondente a Revolução Francesa que com os ideais iluministas (liberdade, igualdade e fraternidade) questionaram a monarquia absolutista. Foi um movimento que contou com forte apoio popular, mas de forte caráter burguês. Suas conseqüências principais foram:

· Queda do Estado monárquico e origem do Estado Moderno Burguês (executivo, legislativo e judiciário).

· Criação do Estado Laico e fim do predomínio político da autoridade da Igreja Católica.

· Burguesia toma o Estado e assume papel hegemônico

· O conjunto desses processos históricos trouxe não somente progressos como também uma infinidade de problemas sociais que conturbaram a Europa do século XIX. Esse “turbilhão social” faz com que surjam intelectuais preocupados e propostos a por uma “ordem social” oriunda dessas revoluções. Neste contexto é que surge a Sociologia.

· Pensadores como Tocqueville, Monstesquieu, Le Play, Saint-Simon, Augusto Comte entre outros vão sistematizar e refletir sobre a realidade social da época.

Positivismo:

Corrente científico-filosófica que foi umas das precursoras da Sociologia. Seus precursores foram Saint-Simon e Augusto Comte (discípulo de Saint-Simon, que inclusive criou o termo “Sociologia”). Era baseada principalmente na afirmação das ciêcias experimentais. Podemos caracterizar três premissas básicas no positivismo:

1. A Sociedade é regida por leis Naturais, isto é, leis invariáveis, independentes da vontade e da ação humana; na vida social, reina uma harmonia natural.

2. A Sociedade pode, portanto, ser Epistemologicamente assimilada pela Natureza e ser estudada pelo métodos, trajetória e processos empregados pelas Ciências da Natureza.

3. As Ciências da Sociedade, assim como as da Natureza, devem limitar-se à observação e à explicação causal dos fenômenos, de forma objetiva, neutra, livre de julgamentos de valor ou Ideologias, descartando todas as pré-noções e preconceitos (neutralidade axiológica).

Saint-Simon

Para este autor, o avanço da ciência determinava a mudança político-social, além da moral e da religião. Acreditava que, no futuro, a sociedade seria basicamente formada por cientistas e industriais.

Augusto Comte

Em seu método, Comte propunha uma metodologia da observação dos fenômenos. Para ele o homem passou por tres estagios evolutivos:

1º Teológico: é a infância da humandidade em que o homem explica os fenomenos naturais através de causas fantásticas e sobrenaturais. (religiões monoteístas e politeístas)

2º Metafísico: explicações racionais, buscam o porque das coisas e substituem os deuses por entidades abstratas e términos metafísicos. (Filosofia)

3º Positivo (Científico): etapa definitiva, não se busca o porque das coisas, mas sim o como. O conhecimento se baseia nas observações e nas experiências. Busca-se o conhecimento das leis da natureza para conseguir seu domínio técnico.

Comte ainda avaliou que a sociedade possuía dois movimentos principais: dinâmico e estático.

Movimento dinâmico: é o responsável pela evolução social que imprime sobre as sociedades as transformações para estágios superiores e mais complexos. (progresso)

Movimento estático: é o responsável pela organização e equilíbrio do organismo que ajustaria a sociedade ao seu melhor funcionamento harmônico. (ordem)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sociologia 1º Ano - Uma questão de ponto de vista






Algumas coisas mudam de acordo com a forma como olhamos para elas.
Existem muitos exemplos de como vemos as coisas de modo diferente na sociologia em relação à nossa vida cotidiana.
Uma questão de ponto de vista.
E qual o seu ponto de vista?



Sociologia 1º Ano - Espírito Científico


Por Francisco Saiz

"La ciencia reconoce problemas eternos, pero rechaza las respuestas eternas" (Margenau)

O homem é um ser que faz questionamentos existenciais, e que tem que interpretar a si e ao mundo em que vive, atribuindo-lhes significados. Cria representações significativas da realidade, as quais chamamos conhecimento.

O conhecimento, dependendo da forma pela qual se chega a essa representação, pode ser classificado em diversos tipos como, por exemplo, mítico, ordinário, dogmático e científico.

O conhecimento científico é o que é produzido pela investigação científica, através de seus métodos. Surge não apenas da necessidade de encontrar soluções para problemas de ordem prática da vida diária, mas do desejo de fornecer explicações sistemáticas que possam ser testadas e criticadas através de provas empíricas.

A investigação científica se inicia quando se descobre que os conhecimentos existentes, originários quer do senso comum, quer do corpo de conhecimentos existentes na ciência, são insuficientes para explicar os problemas surgidos. O conhecimento prévio que nos lança a um problema pode ser tanto do conhecimento ordinário quanto do científico.

Quando o homem sai de uma posição meramente passiva, de testemunha dos fenômenos, sem poder de ação ou controle dos mesmos, para uma atitude racionalista e lógica, que busca entender o mundo através de questionamentos, é que surge a necessidade de se propor um conjunto de métodos que funcionem como uma ferramenta adequada para essa investigação e compreensão do mundo que o cerca. O homem quer ir além da realidade imediatamente percebida e lançar princípios explicativos que sirvam de base para a organização e classificação que caracteriza o conhecimento.

Através desses métodos se obtém enunciados, teorias, leis, que explicam as condições que determinam a ocorrência dos fatos e dos fenômenos associados a um problema, sendo possível fazer predições sobre esses fenômenos e construir um corpo de novos enunciados, quiçá novas leis e teorias, fundamentados na verificação dessas predições, e na correspondência desses enunciados com a realidade fenomenal.

O método científico permite a construção conceitual de imagens da realidade que sejam verdadeiras e impessoais, passíveis de serem submetidas a testes de falseabilidade.

A ciência exige o confronto da teoria com os dados empíricos. A teoria deve poder ser submetida a um exame crítico. Segundo Popper, "um enunciado científico é objetivo quando, alheio às crenças pessoais, puder ser apresentado à crítica, à discussão". Um enunciado científico, construído mediante hipóteses fundadas em teorias, deve poder ser contrastado com a realidade, deve poder ser submetido a testes, em qualquer época e lugar, e por qualquer pessoa.

Isso faz com que a investigação científica estimule a criar fundamentos mais sólidos e a testar suas hipóteses de uma forma mais rígida e controlada.

A ciência se vale da crítica persistente que persegue a localização dos erros, através de procedimentos rigorosos de testagem que a própria comunidade científica reavalia e aperfeiçoa constantemente. Esse método crítico de constante localização de dificuldades, contradições e erros de uma teoria, garante à ciência uma confiabilidade.

Popper afirma que "uma explicação é algo sempre incompleto; sempre podemos suscitar um outro por quê, e esse novo por quê talvez leve a uma nova teoria, que não só explique, mas corrija a anterior". Essa auto-crítica sistemática da ciência, que muitas vezes conduz a uma reformulação de teorias, leva dogmáticos a afirmações injustas como: "a ciência nunca tem certeza de nada, o que ontem era verdade para ela hoje já não é mais". Estão certos quanto ao fato de que algumas verdades de ontem não serem mais aceitas hoje. Mas pecam quando generalizam, dizendo que a ciência nunca tem certeza de nada, ou vêem aí uma fragilidade. Ao contrário, é justamente por estar submetida a constantes retomadas de revisões críticas, que uma teoria científica é aperfeiçoada e corrigida, garantindo seu enriquecimento e confiabilidade.

O oposto ao espírito científico é o dogmático, que bloqueia a crítica por se julgar autosuficiente e clarividente na sua compreensão do mundo, e acaba por impedir eventuais correções e aperfeiçoamentos, muitas vezes induzindo ao erro, fraudes, ignorância e comportamento intolerante. É, portanto, errôneo achar que a dogmatização de um conhecimento é superior só porque é imutável.

O verdadeiro espírito científico consiste, justamente, em não dogmatizar os resultados de uma pesquisa, mas em tratá-los como eternas hipóteses que merecem constante investigação.

Ter espírito científico é estar, sobretudo, numa busca permanente da verdade, com consciência da necessidade dessa busca, expondo as suas hipóteses à constante crítica, livre de crenças e interesses pessoais, conclusões precipitadas e preconceitos.

Embora não se possa alcançar todas as respostas, o esforço por conhecer e a busca da verdade continuam a ser as razões mais fortes da investigação científica.

Francisco Saiz é professor de lógica e programação da Fundação Paula Souza, formado em Ciência da Computação pela Universidade Mackenzie, e aluno de mestrado em Inteligência Artificial no Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares da USP - Universidade de São Paulo

Fonte: http://br.geocities.com/perseuscm/espiritocientifico.html


domingo, 29 de março de 2009

Sociologia 1º Ano - Senso Comum e características

"O senso comum é um saber que está presente em todas as sociedades e em todos os indivíduos (todos são dotados de senso comum). Mas o senso comum é plural, variando de sociedade para sociedade e modificando-se com o decorrer dos tempos.

O senso comum, enquanto princípio de sociabilidade, constitui o acordo mínimo exigível para que qualquer sociedade funcione como tal; ele assegura a coesão indispensável para que se possa falar de comunidade e de vida coletiva.

Ele é princípio de equilibração, essencial a toda a sociedade, entre a dimensão do indivíduo e a dimensão do coletivo ou dito de outra forma, da sujeição do indivíduo às normas da vida coletivo.

O senso comum é também o senso tradicional. Costumamos dizer: "sempre foi assim" para justificar um procedimento que nos criticam.

O senso comum transporta e naturaliza um conjunto de convenções implícitas ou intrínsecas ao agir humano coletivamente dimensionado. Neste sentido, ele é conducente ou solidário de uma aceitação que assinala uma passividade inerente e indispensável face às exigências práticas e pragmáticas da vida. Como se adquire o senso comum? Ele é fruto da aprendizagem e educação que espontânea e/ou institucionalmente recebemos enquanto membros de uma comunidade."

José Manuel Girão e Rui Alexandre Grácio



As principais características do senso comum

Caráter empírico – o senso comum é um saber que deriva diretamente da experiência quotidiana, não necessitando, por isso de uma elaboração racional dos dados recolhidos através dessa experiência.

Caráter acrítico – não necessitando de uma elaboração racional, o senso comum não procede a uma crítica dos seus elementos, é um conhecimento passivo, em que o indivíduo não se interroga sobre os dados da experiência, nem se preocupa com a possibilidade de existirem erros no seu conhecimento da realidade.

Caráter assistemático – o senso comum não é estruturado racionalmente, tanto ao nível da sua aquisição, como ao nível da sua construção, não existe um plano ou um projeto racional que lhe dê coerência.

Caráter ametódico – o senso comum não tem método, ou seja, é um saber que não segue nenhum conjunto de regras formais. Os indivíduos adquirem-no sem esforço e sem estudo. O senso comum é um saber que nasce da sedimentação casual da experiência captada ao nível da experiência quotidiana ( por isso se diz que o senso comum é sincrético).

Caráter aparente ou ilusório – Como não há a preocupação de procurar erros, o senso comum é um conhecimento que se contenta com as aparências, formando por isso, uma representação ilusória, deturpada e falsa, da realidade.

Caráter coletivo – O senso comum é um saber partilhado pelos membros de uma comunidade, permitindo que os indivíduos possam cooperar nas tarefas essenciais à vida social.

Caráter subjetivo – O senso comum é subjetivo, porque não é objetivo: cada indivíduo vê o mundo à sua maneira, formando as suas opiniões, sem a preocupação de as testar ou de as fundamentar num exame isento e crítico da realidade.

Caráter superficial – O senso comum não aprofunda o seu conhecimento da realidade, fica-se pela superfície, não procurando descobrir as causas dos acontecimentos, ou seja, a sua razão de ser que, por sua vez, permitiria explicá-los racionalmente.

Caráter particular – o senso comum não é um saber universal, uma vez que se fica pela aquisição de informações muito incompletas sobre a realidade ( por isso também se diz que ele é fragmentário ), não podendo, assim, fazer generalizações fundamentadas.

Caráter prático e utilitário – O senso comum nasce da prática cotidiana e está totalmente orientado para o desempenho das tarefas da vida quotidiana, por isso as informações que o compõem são o mais simples e diretas possível.


Fonte: http://www.espanto.info/



Blog Widget by LinkWithin