domingo, 22 de março de 2009

População, Comunidade e Meio Ambiente

A população humana tem crescido em níveis alarmantes, forçando as pessoas a viver nas áreas e a sofrer as conseqüências da poluição. Provavelmente o perigo mais significante à nossas sobrevivência como espécie seja a superpopulação, porque, quanto mais pessoas, significa que os recursos são consumidos mais rapidamente, que as cidades se tornam lugares poluídos e perigosos, e que a doença e a fome se tornam uma condição de vida de grande parte da população mundial.


  1. O número de pessoas, sua distribuição e padrões de organização e seus efeitos no meio ambiente estão todos inter-relacionados e são tópicos importantes.

  1. A ciência da demografia é o estudo da população, seu tamanho e crescimento, suas características, e seus movimentos. De particular importância são os padrões de crescimento e o funcionamento da transição demográfica.

  1. A comunidade é a organização de pessoas para um espaço habitacional, e o processo comunitário mais importante é a urbanização ou o movimento de pessoas para um espaço habitacional concentrado. A suburbanização e a criação de regiões metropolitanas são asa manifestações mais recentes dos processos de urbanização.

  1. Os ecossistemas se formam a partir das relações entre formas de vida e matéria inorgânica, através de uma série de cadeias e fluxos. Padrões da organização humana atuais rompem esses processos que sustentam os recursos renováveis, dos quais dependem toda a vida do planeta.

sábado, 21 de março de 2009

Instituições


Para sobreviver, os homens tiveram de criar maneiras de lidar com as exigências básicas da vida biológica e social. Tiveram que garantir alimento e sustento suficientes, prover formas seguras de ter e criar filhos, governar-se e lidar com o conflito, educar cada geração, aliviar a ansiedade e a tensão das pessoas, desenvolver o conhecimento e a inteligência, e curar os doentes. Cada uma dessas exigências desperta o poder criativo dos homens, para criar elaborar estruturas básicas – denominadas instituições sociais – que ajudam a preencher as contingências básicas da existência humana. Quando as sociedades se tornam grandes e complexas, a maioria das instituições são implantadas em estruturas sociais sempre maiores, abrigadas em edifícios.


  1. Instituições sociais são uma combinação de posições de status e estruturas que buscam resolver problemas fundamentais da espécie humana, uma espécie que se apóia em padrões culturalmente mediados da organização social. Por causa de sua observada importância, a maioria das normas gerais que guiam o comportamento nas estruturas institucionais é bem conhecida e inspirada nos valores e crenças.

  1. Família e parentesco são instituições que organizam as relações em torno dos laços do matrimônio e de sangue. Tais organizações são alcançadas através de uma série de normas que guiam a conduta com respeito a casamento, descendência, residência, autoridade, divisão de trabalho, tamanho da família e dissolução. Tais regras regularizam as relações de forma a resolver tais problemas fundamentais encarados pelos homens, como sexo e casamento, suporte social e biológico, socialização e colocação social. O parentesco é dominado por famílias nucleares isoladas.

  1. A economia é a instituição que organiza a tecnologia, trabalho e capital para tomar recursos do meio ambiente, transformando-os através da produção em mercadorias e utilidades,e distribuindo essas mercadorias e utilidades aos membros da sociedade. Tem havido um número de formas econômicas básicas na história humana – caça-e-coleta, horticultura, agricultura, industrialização e pós-industrialização. A economia norte-americana é agora completamente pós-industrial, girando em torno da prestação de serviços tanto quanto da fabricação.

  1. O governo é a instituição que usa o poder para estabelecer objetivos para uma sociedade e para obter recursos para alcançar esses objetivos. Quando o poder se torna burocraticamente organizado, pode-se dizer que existe um Estado. Estados modernos variam com respeito a racionalidade de sua burocracia administrativa, centralizada do poder de decisão, extensão da intervenção do Estado nas questões internas, nível de democracia na seleção dos seus chefes, divisão de poder entre judiciário, executivo e legislativo, e nível de legitimidade atribuída ao governo.

  1. A educação é a instituição explicitamente estabelecida como um conjunto de organizações formais para fornecer socialização de aptidões necessárias, a fim de colocar as pessoas dentro de posições econômicas, armazenar cultura e gerar inovações. Todos os sistemas educacionais revelam um conjunto de organizações educacionais primária, secundária e superior.

  1. A religião é a instituição que organiza as práticas rituais que invocam as forças sagradas e sobrenaturais na afirmação de certas crenças. A religião parece preencher as necessidades básicas de redução de ansiedade e tensão nas pessoas e para reforçar as normas e valores cruciais.

  1. A pratica da medicina é a instituição dedicada a organizar atividades estruturadas para prevenir, tratar e curar doenças. A medicina começa dentro da religião, mas passa a ser uma instituição separada e dominante com a industrialização. Atualmente, a medicina consome porções significantes do PIB de todas as sociedades modernas.

  1. A ciência é a instituição dedicada a organizar a pesquisa objetiva para e acúmulo de conhecimento sobre o funcionamento do universo. A ciência tornou-se uma instituição dominante nas sociedades modernas, penetrando todas as instituições básicas e freqüentemente se colocando em conflito com a religião.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Desigualdades: Classe, Etnia e Gênero


Algumas pessoas conseguem mais do que outras nas sociedades – mais dinheiro, mais prestígio, mais poder, mais vida, e mais de tudo aquilo que os homens valorizam. Tais desigualdades criam divisões na sociedade – divisões com respeito a idade, sexo, riqueza, poder e outros recursos. Aqueles no topo nessas divisões querem manter sua vantagem e privilégio; aqueles de nível inferior querem mais e devem viver em um estado constante de raiva e frustração. Assim, a desigualdade é uma máquina que produz tensão nas sociedades humanas. É a fonte de energia por trás dos movimentos sociais, protestos, tumultos e revoluções. As sociedades podem, por um período de tempo, abafar essas forças separatistas, mas, se as desigualdades persistem, a tensão e o conflito pontuarão e, às vezes dominarão a vida social.


  1. A desigualdade em uma sociedade gira em torno da distribuição diferenciada de recursos de valor às variadas categorias de indivíduos – sendo as de classe, étnica e gênero as três mais importantes.

  1. A estratificação de classes existe quando a renda, poder, prestígio e outros recursos de valor são dados aos membros de uma sociedade desigualmente e quando, com base nessa desigualdade, variados grupos tornam-se cultural, comportal e organizacionalmente distinto.

  1. O grau de estratificação está relacionado ao nível de desigualdade, à distinção entre as classes em nível de mobilidade entre as classes e à durabilidade das classes.

  1. Existem várias propostas para o estudo da estratificação: a) a proposta marxista, que enfatiza que a propriedade dos meios de produção é a causa da estratificação de classes e mobilização para o conflito, com subseqüente mudança nos padrões de estratificação; b) a weberiana, que enfatiza a natureza multidimensional da estratificação (que gira em torno não apenas da classe, mas de partido e grupos de status também); c) a proposta funcionalista, que argumenta que a desigualdade reflete o sistema de recompensa para encorajar os indivíduos a ocupar posições funcionalmente importantes e difíceis de preencher; d) a evolucionista, que argumenta que, a longo prazo, partindo das sociedades de caça e coleta, as desigualdades aumentaram, como refletem as sociedades modernas.

  1. A estratificação nos Estados Unidos e no Brasil é marcada por altos níveis de desigualdade com respeito a bem-estar material e prestígio. A desigualdade na distribuição de poder é mais ambígua. A mobilidade é freqüente, mas a maioria das pessoas não consegue grande mobilidade durante a vida.

  1. Etnia é a identificação de um grupo como distinto em termos da biologia superficial, recursos, comportamento, cultura ou organização; a estratificação étnica existe quando alguns grupos étnicos conseguem mais recursos de valor em uma sociedade do que outros grupos étnicos.

  1. A estratificação étnica é criada e sustentada pela discriminação que é legitimada pelas crenças preconceituosas. A discriminação e o preconceito são embasados pela ameaça (econômica, política, social) apresentada de forma real ou imaginária por um grupo étnico-alvo e são ainda sustentados pelos ciclos de reforço que giram em torno da identificação étnica, ameaça, preconceito e discriminação.

  1. O gênero é a diferenciação entre homens e mulheres em termos de características culturalmente definidas e status na sociedade. A estratificação de gênero existe quando os homens e as mulheres em uma sociedade recebem efetivamente parcelas desiguais de dinheiro, poder, prestígio e outros recursos.

  1. A estratificação de gênero é sustentada pelos ciclos de socialização, que reforçam mutuamente pela identidade de gênero e por crenças relacionadas ao gênero, que, por sua vez, se tornam a base para discriminação e crenças preconceituosas, frutos da ameaça ressentida pelos homens.


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